async='async' data-ad-client='ca-pub-1470782825684808' src='https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js'/> Ariane Baldassin: arquivo pessoal


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Maternidade nas redes sociais: conteúdos podem gerar comparação e frustração


Em tempos de redes sociais, compartilhar parte da rotina virou algo normal para muitos e até profissão para alguns, que passam a ser reconhecidos como influenciadores. Na infinita gama de assuntos apresentados nas plataformas está a maternidade dita como real. De acordo com a psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Balieiro, esta exposição nem sempre é benéfica a quem assiste ao conteúdo.

A especialista explica que apesar de apresentarem a temática como uma realidade, há uma escolha no que compartilhar, e neste recorte, é possível que frustrações sejam despertadas nas mães que assistem a esses conteúdos. "É muito difícil basear sua realidade nas redes sociais. Nestes espaços são compartilhados o que priorizam como importante, e por isso, gera uma comparação entre as mães que consomem esse conteúdo, entendendo que a sua vida é pior", complementa.

Mão não é aquela que amamenta no peito, muitas não tem leite ou o bebê não consegue a pegada e por isso são submetidos a mamadeira. Nenhuma mãe é menos mãe por causa disso. Nenhuma mãe é menos mãe porque não teve seu filho de parto normal. Nenhuma mãe é menos mãe porque não consegue ou não sente vontade de se arrumar nos primeiros meses. Nenhuma mãe é menos mãe por pedir ajuda.

Neste cenário, a diferença de educação e possíveis falhas não devem ser vistas como pontos negativos. Marina ressalta que a relação entre pais e filhos não tem uma fórmula e depende da personalidade e estrutura familiar. "Cada um vai ter uma forma de lidar com os filhos, e nesta relação, assim como qualquer outra, a falha é inerente, e isso não torna a maternidade pior, ou melhor", reforça.

E a gente não cansa de ver assuntos relacionados ao tema, bem como uma infinidade de mães que recorrem as redes sociais em busca de ajuda. Fotos lindas de bebês recém-nascidos com a mãe ao lado toda produzida nem sempre é um bom exemplo, pois sabemos que no primeiro mês as mães estão esgotadas ao extremo, principalmente as de primeira viagem, que são aquelas que mais buscam por informações. Então pense no seguinte cenário: você, cheia de olheiras por dormir pouco pois o bebê necessita de demandas específicas, como mamar, e todas as dificuldades pois nem sempre o bebê consegue pegar no peito nos primeiros dias, isso sem falar que os bebês estão em fase de adaptação e podem trocar as noites pelos dias. Então essa foto tão linda, pode sim gerar frustração em muitas mães, que estão com a auto estima lá embaixo.

A maternidade é linda mas ela chega repleta de desafios e nem sempre os relatos ou as fotos que vemos são sinceras na íntegra. Eu mesma não tive condições de tirar nenhuma foto minha no primeiro mês. Cansada, com olheiras, ainda com sobrepeso e leite jorrando dos peitos. Por isso, atenção as fontes que você procura para não se sentir mal ou frustrada nessa sua nova jornada.

Assim como a falha, a ausência é outro assunto tratado nas redes, mas que não é totalmente prejudicial no processo de educação. Neste quesito, a psicóloga esclarece que às vezes é na falta que é possível ensinar e aprender. A partir disso a criança é estimulada a ter independência e compreender o espaço dos pais.

"Claro que quando ainda são pequenos dependem mais dos adultos, mas ensinar sobre essa ausência ajuda na rotina pessoal, e compreender que ter tempo pra si é indispensável para a saúde e para a relação com os filhos, pois é possível aproveitar o tempo juntos com mais entrega", conclui.
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Dicas para enfrentar questões na adolescência

Hoje aos meus 40 anos consigo enxergar com clareza certas questões da minha adolescência, que na época eu não conseguia. Isso porque a maturidade vem com a experiência de vida, e isso leva anos. Quando se é adolescente é preciso lembrar que os hormônios estão a flor da pele, que a gente se sente poderoso, capaz de tudo, auto suficiente e que consegue ser o dono de si. Mas calma ... rebeldias a parte, é preciso nessa hora tentar respirar fundo e pensar que os seus pais falam e dão conselhos porque são maduros, já passaram por essa fase, sabem muito bem o que tem "lá fora" e que acima de tudo só querem te proteger. Mas longe de mim querer aqui dar lição de vida ou de moral.

A proposta do post de hoje e falar um pouco da adolescência, fase marcante para os jovens de várias formas, pois nessa fase, transformações significativas acontecem, como a escolha da profissão, as primeiras desilusões amorosas e também as primeiras saídas em grupo, celebrando a nova liberdade conquistada. E, ao mesmo tempo, existe um grande marco de despedida da escola, um ambiente familiar desde a infância. Ou seja, um turbilhão de mudanças que é capaz sim de mexer e muito com as emoções e deixar qualquer um "perdido" no meio de tantas mudanças. E falar um pouco do futuro também, das expectativas, das apreensões. Umas dicas sempre caem bem!

Começaremos falando do convívio social, que também é um pilar importante. “Ouvir outras experiências traz a sensação ao jovem de que ele não é o único que está passando por essa fase de transição. Ajudar o outro também significa que a pessoa é passível de ser ajudado”, explica a psicóloga Caroline Yu, que completa: “uma relação de confiança pode ser estabelecida com outros jovens, criando uma sensação de estar sendo escutado, de que seus sentimentos são validados. O sentimento ‘grupal’, uma aliança, que se estabelece pode ser uma forma de dar conta das angústias vivenciadas”.

Foto: reprodução


Indo um pouco mais além e pensando no comportamento dos jovens brasileiros, as empresas atualmente têm investido para oferecer experiências positivas, principalmente em fases cruciais como a transição da escola para a universidade. E aí já começa a loucura pelos estudos e o estresse para passar em uma boa universidade e em um bom curso. Dentre os mais concorridos, o curso de medicina. Atualmente vemos jovens que praticamente dormem debruçados em livros, e entram em depressão após vários anos de cursinho para entrar no tão sonhado curso na universidade que escolheram. Depressão é coisa séria e cá pra nós, um adolescente passar por isso tão cedo é preocupante.

É importante sempre ter em mente quais serão as memórias afetivas que ficarão guardadas dessa fase. A de sofrimento? Ou a de uma meta que será alcançada com mérito? Claro que você terá que se esforçar, mas respeite os seus limites físicos e emocionais. Não deixe de se divertir, de sair com os amigos, de reservar algumas horinhas para se dedicar a atividades que sejam prazerosos, além das obrigações! O vestibular passa, as dificuldades se resolvem e as questões se solucionam.

Nunca se feche. Deixe sempre a porta aberta ao diálogo. Fale com seus pais ou se sentir dificudade procure ajuda de um profissional como um psicólogo para compartilhar suas emoções. Um ombro amigo também é bem vindo desde que ele lhe dê bons conselhos. Os jovens facilitam muito o processo de prevenção à possíveis problemas psicológicos. O papel da família e dos amigos é de extrema importância nessa fase da vida, de tantas transformações, confusões e incertezas. É muito importante que os jovens se sintam confiantes em poder compartilhar algumas vivências e angústias que estão vivenciando com alguém. Portanto, se você sentir vontade de ser ouvido, procure alguém no seu círculo familiar ou de amigos.

E o namoro como fica? Difícil conciliar com os estudos. Muitos acabam terminando um relacionamento para se dedicar aos estudos. A decisão vai de como você conseguirá lidar com isso. Mas saiba que decepções amorosas poderão acontecer não apenas na adolescência mas na sua vida toda. Um não é dono do outro e nesse caso, cada um pode optar por escolher um caminho diferente.

Nunca deixe seus amigos de lado. Manter um relacionamento, mesmo que em redes sociais, é bom porque te ajuda. Ficar isolado não! Ter alguém DE CONFIANÇA para compartilhar suas coisas é muito bacana e vai te fazer bem. Mas ter um amigo ali do seu lado vai te fazer melhor ainda, pois rir junto, abraçar é um remédio natural.

Espero que essas dicas possam te ajudar nessa fase angustiante e te ajude a seguir em frente sem perder o foco. E que você tenha sempre sucesso em tudo que faça!

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Quarentei ... Parabéns pra mim!!!

Não sou daquelas que gosta de aniversário ... não é por questão de ficar mais velha. Acho que é de criação mesmo. Na minha vida toda tive apenas uma festa de aniversário. Sou daquelas que fica sem graça quando atende um telefonema de alguém desejando feliz aniversário hahaha. Mas não ligo para idade pois acho que isso só nos deixa mais madura, com uma bagagem maior de vivência. Nos faz refletir sobre acertos e erros e nos dá ainda um ânimo para tentar acertar mais, e uma energia extra para viver intensamente.

E eis que o tempo passa tão rápido que mesmo com duas pequenas em casa hoje eu estou "quarentando". E o meu presente de aniversário? Brincadeiras a parte mas um óculos para perto é inevitável não é?

Agradeço primeiramente a Deus pela saúde e por tudo que a vida tem me proporcionado. Minha familia e meus amigos. E aqui cabe o tradicional jargão "Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho". Quero agradecer vocês leitoras e leitores que ao longo desses oito anos me acompanharam por aqui. Vocês fazem parte da minha história. Quero agradecer meus parceiros e a todos que levam um pouquinho de mim mas deixam um pouquinho de sim.

Um beijo nessa data tão especial!


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Seu filho ainda acredita em Papai Noel?

Mais um Natal se aproxima e, com ele, os panetones, uvas passas, presentes, celebrações e também os dilemas que envolvem um dos personagens mais lendários da cultura natalina, o Papai Noel. Os pais devem contar ou não para os filhos que o bom velhinho não existe? Para os que optam por essa conversa, fica ainda a dúvida de qual é o melhor momento da infância para a revelação, tendo em vista que os crescidinhos já se deparam com alguns indícios que de que trata-se apenas de um personagem do imaginário infantil.


Aqui desde que as meninas nasceram quis criar essa magia de natal, a de que o Papai Noel existe. Uma tradição de família. Eu não me lembro bem se eu pedia o presente, ou se eu ganhava o que pedia, só me lembro que eu deixava em um calçado um pouco de capim e em uma tigela um pouco de água, para alimentar as henas do Papai Noel. E no outro dia, nada de água e capim, só os brinquedos! Mas aqui foi um pouco diferente. Eu estimulei a mais velha a fazer uma espécie de carta para o papai noel. Como ela não sabia escrever, ela desenhava o que queria ganhar. Claro que até 5 anos ela era facilmente influenciada então ficava fácil, mas agora com seis anos ela fez um desenho de um brinquedo que eu simplesmente não posso dar. E aí veio a minha cabeça "conto pra ela que Papai Noel não existe?"

O fato de as crianças entrarem em contato com a tecnologia e dispositivos eletrônicos cada vez mais cedo, além do fácil acesso à internet, geralmente faz com que descubram por conta própria a verdade sobre o personagem. Nestes casos, sobra aos pais a função de confirmar a versão. Mas nunca diga a seu filho, a grosso modo que Papai Noel não existe, mesmo porque ele existe sim. Já parou para pensar? Ele existe e na verdade são vocês!!! Deixe que seu filho descubra pelas redes sociais ou pelos amigos e quando ele vier te perguntar "Papai Noel não existe não é?", simplesmente responda: "Existe sim, somos eu e seu pai!"


Não há comprovação de que acreditar ou não em Papai Noel pode causar alguma interferência no processo de amadurecimento das crianças. O fato é que, com ou sem Papai Noel, é importante que as crianças desenvolvam o lado lúdico e o imaginário fomentados pelas fantasias que compõem nossa cultura.

O psicólogo do Hapvida Saúde, André Assunção, diz que pode ser positivo manter viva a crença no Papai Noel. "A criatividade lúdica da criança se desenvolve ao acreditar nas histórias que se conta, que se vive. Não se trata de uma 'mentira' e sim de uma construção mágica de uma história", destaca.

O especialista reforça que o Papai Noel é personagem popular e explicar desde cedo que ele não existe fará com que a criança tenha de lidar com isso em outros ambientes. "Podemos perceber que todas as crianças passam a acreditar nas histórias que se contam ao longo da vida. Histórias que formulam e amadurecem o lado lúdico. Dizer a verdade e desconstruir desde cedo, pode gerar uma frustração e angústia na criança, que terá de conviver com esse imaginário na vida social (tv, desenhos, outras famílias, outras crianças etc)", completa.

Por fim, Assunção deixa uma dica aos pais que estão em dúvida sobre contar ou não aos filhos que Papai Noel não existe. "Recomendo deixar a imaginação fluir e o amadurecimento apresentar a verdade de forma natural. Nem sempre é necessário sentar numa mesa e conversar sobre as histórias que a nossa cultura proporciona. Lidamos com essa fase como algo construtivo na vida psicológica da criança", conclui o psicólogo.
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Dia dos Pais: Uma história emocionante de um pai que luta para trazer dignidade e segurança para a sua família

Hoje é o segundo domingo de agosto e, portanto, comemora-se o Dia dos Pais. Se você tem o seu pai ao seu lado, com saúde, uma família unida, comida para pôr a mesa, pode se considerar uma pessoa especial e realmente tem motivos para comemorar essa data. 

Mas frente a dura realidade do País, onde políticos corruptos degradam a nossa sociedade, criando verdadeiras escolas para marginais, tirando vida ao não dar condições mínimas de saúde em atendimentos em postos e hospitais, deixando de investir em educação, saneamento básico, moradias, educação sexual, entre tantas outras carências e deficiências do sistema nacional como um todo, não temos muito o que comemorar. 

Você já parou para pensar quantos filhos não poderão hoje comemorar essas datas? Filhos cujos:

Pais que os abandonaram mesmo antes que tivessem nascido ...
Pais que nunca conheceram por algum motivo ...
Pais que tiveram que mudar de cidade em busca de trabalho e nunca mais voltaram ...
Pais que foram assassinados ...
Pais que foram mortos, vítimas da sociedade ...
Pais que são omissos ...
Pais que os maltratam ...
Pais que saem cedo, enquanto os filhos ainda dorme, e voltam tarde, quando os filhos já estão dormindo, porque tem dois ou mais empregos pois buscam uma forma honesta de sustentar a casa...

Familia é familia. Pessoas são pessoas. Nunca compare a sua com a do vizinho. Não existe familia melhor ou pior (a não ser aquelas que agem com violência e maltratam os filhos, negligenciando na educação e cuidados). Pode faltar comida, que se dá um jeito - os amigos ajudam - pode faltar trabalho que a procura continua, mas o amor não falta! Se por um lado o dinheiro não compra a felicidade, precisamos dele para comprar comida. E sabe o que é mais triste? Muitos filhos, mesmo sem ter o que comer, ainda vão sentir falta de não ter um presente para dar ao pai, aquela figura de super herói, o protetor! Isso porque as mídias, seja a eletrônica ou impressa, conota a data um vínculo totalmente comercial. E como ficam as cabecinhas dessas crianças, que muitas vezes sem ter o que vestir, gostariam de dar algo aos pais? Sociedade hipócrita, de valores distorcidos!

Mas deixemos de lado o pessimismo. Hoje, nesse dia tão especial, quero compartilhar uma história de luta, de conquistas, onde a vida não é perfeita, onde existem preocupações, onde a luta é constante, mas o amor, a batalha ... ah, essa nunca termina! Essa é a história de Edvaldo, pai de Rute (9 anos) e de Ismael (10 anos), entrevistado pela ONG Visão Mundial, pela qual a familia é atendida via programas. Uma história para pais e filhos se inspirarem!


Pai de Rute, 9, e do Ismael, 10, Edvaldo Mendes, 56, batalha todos os dias para cuidar e oferecer o melhor para os filhos. Morador da Guabiraba, bairro localizado na Zona Norte do Recife e catador de latinhas de alumínio, ele acredita que ser pai é ter zelo e prestar atenção no que os filhos estão fazendo para que não se envolvam com nada de errado. "Eu faço tudo o que posso pelos meus filhos, mesmo enfrentando muitas dificuldades diariamente. Sou gari de profissão, trabalhei muito tempo com carteira assinada em uma empresa, mas estou desempregado há quase um ano. Minha esposa, a Elizete, também não tem emprego e eu sustento a casa sozinho fazendo "bico" como catador de latinhas de alumínio", conta.

Mendes nunca frequentou a escola, pois não gostava de estudar e também não tinha incentivo da família. O primeiro contato dele com a leitura foi aos 32 anos. Mesmo sabendo ler algumas palavras atualmente, Edvaldo ainda não sabe escrever. "Não tive apoio de pai, pois minha mãe me criou com meu irmão sozinha, mas não tinha sabedoria para orientar e não sabia como a escola é importante para a criança", conta. Ele recorda do momento em que aprendeu a ler e comenta sobre o fato de ainda não saber escrever. "Comecei a ler sozinho, foi um milagre eu conseguir juntar as letras e ler uma palavra inteira, fiquei muito alegre. Porém, até hoje eu não sei escrever tudo, apenas meu nome. Nunca consegui escrever nem o nome dos meus filhos, mas de leitura eu sou bom e sei ler até jornal", afirma.

Por conta da falta de acesso à educação, Edvaldo perdeu muitas oportunidades de trabalho. "Por ser analfabeto, eu não conseguia pegar ônibus porque não sabia pra onde ele estava indo. Morria de vergonha de pedir ajuda às pessoas na rua, parecia que tinha um peso nas minhas costas de tanta vergonha que ficava", conta. Mesmo com um contexto difícil, ele não desiste de batalhar pela educação dos filhos. "É nos meus filhos que penso quando vou pra rua todos os dias catar latinha. Não quero que eles passem pelas coisas ruins que já passei", afirma.

Os dois filhos de Edvaldo estudam em uma escola pública, pois a família não tem condições de pagar colégio particular. As crianças participam dos projetos da ONG Visão Mundial, organização não governamental humanitária especializada na proteção à infância, em Recife. "Agradeço pelos filhos que tenho, porque são crianças tranquilas e carinhosas comigo. Também sou muito agradecido pela Visão Mundial por me ajudar a cuidar das minhas crianças; eles recebem reforço da escola e estudam música nas aulas de rabeca. Ficam protegidos fora das ruas e não se juntam com quem não presta. Eles estão sendo bem preparados para o futuro", afirma. E continua: "Meu sonho é que meus filhos estudem e sejam alguém na vida. Esse é o principal conselho que digo a eles porque são a maior bênção que eu e a minha mulher temos, elas são um presente de Deus pra nós".

A Visão Mundial realiza um trabalho de ouvidoria com a família das crianças e adolescentes atendidos. A ONG dá todo suporte, junto com a Rede de Proteção à Criança e do Adolescentes, uma série de organizações do Governo e da sociedade civil, para os pais que precisam de atendimentos médicos, entre outros serviços.

O contexto na Zona Norte do Recife, onde a Visão Mundial atua, é de extrema vulnerabilidade social com altos índices de violência. Normalmente, o cuidado dos filhos fica com a responsabilidade das mães, pois muitos pais não têm a consciência que precisam ajudar não apenas no suporte financeiro, mas também na relação afetiva. "A presença do pai na comunidade é muito distante, poucos pais têm a disponibilidade e esforço que o Edvaldo tem, pois ele participa das atividades, reuniões e se preocupa com o desenvolvimento dos filhos", afirma David Chargas, coordenador da sede dos projetos da Visão Mundial em Recife.

Em Recife, a Visão Mundial atende mais de 1.000 crianças e adolescentes com projetos na área de educação em parceria com escolas públicas por meio do Conexão Escola, metodologia de prevenção à violência e fortalecimento psicossocial-emocional e cognitivo da criança. Durante a semana, a ONG recebe cerca de 70 crianças na sede dos projetos, localizada na comunidade de Guabiraba, e oferece aulas de música com rabeca e violão, além de oficinas para estimular práticas de leitura e escrita das crianças e adolescentes. 

Sempre há uma mão estendida, um ombro amigo. Nunca desista. Não tenha vergonha, busque ajuda no lugar certo e conte com pessoas honestas. Nunca arrisque "cortando caminhos", pois os caminhos mais curtos são sempre os mais perigosos. Costumo dizer que tudo tem o seu tempo, assim como tudo tem o seu preço. Seja honesto, digno e siga em frente, carregando no seu bolso os seus valores, que valem mais que o seu dinheiro. Procure ajuda em um ONG na sua cidade, procure por programas, por cursos de alfabetização ou de reciclagem ou de aprendizado industrial. Não se começa de cima, se começa de baixo. Mas nunca se esqueça, você é o exemplo para o seu filho, e que exemplo você quer dar a eles?

Lute, seja feliz na sua jornada e seja um bom pai. Pai feliz, pai amado tem todo o respeito e o amor dos filhos a cada segundo, minuto, hora do dia e não necessariamente no segundo domingo de agosto.

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1º de Maio: Dia do Trabalho: Confira algumas dicas para desenvolver competência e obter sucesso

No dia 1º Maio de 1986, milhares de trabalhadores foram às ruas de Chicago (EUA) para protestar contra as condições desumanas no ambiente de trabalho e a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. E foi nessa data que as manifestações movimentaram a cidade, causando a ira dos poderosos. A repressão ao movimento foi dura, com prisões, pessoas feridas e até mesmo trabalhadores mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. Mas nós trabalhadores somos guerreiros, e unidos sempre tivemos mais força.

O movimento se espalhou pelo mundo e, no ano seguinte, trabalhadores de países europeus também decidiram parar por protesto. Em 1889, operários que estavam reunidos em Paris (França) decidiram que a data se tornaria uma homenagem aos trabalhadores que haviam feito greve três anos antes. Atualmente o 1º de Maio é considerada feriado na maioria dos países do mundo.


Mas será que muita coisa mudou de 1986 para 2017? Sim, em partes! Hoje temos a CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, que registra sob forma de lei e punição, deixando claro a responsabilidade não se de contratantes (empresas), como também de contratados (funcionários). Hoje muitas empresas já possuem o sistema de trabalho em casa, horários flexíveis, creche ou assistência as mamãe. Mas não se iluda: atrás dos bastidores, em muitas empresas, ainda há uma série de fatores que oneram funcionários, como abuso de poder, assédio, acúmulo de funções sem a devida remuneração e ainda deixam de cumprir uma série de leis. Veja bem, não estou generalizando!

Muitas vezes a empresa em que você trabalha é ótima: tem boa reputação, fabrica ou comercializa produtos de qualidade, proporcionam tecnologia e recursos para que um bom trabalho possa ser realizado e paga os salários em dia. Mas, dependendo da área que atua, seu chefe pode ser um verdadeiro carrasco e tornar a sua vida um verdadeiro inferno. Como explicar o ser humano? Sim, são eles que tomam decisões e tem nas mãos o poder de dar e tirar. E acredite, muitas nem se quer se importam com as leis, porque muitas vezes sabe que você depende daquele trabalho e fará o que for preciso para permanecer na empresa. Como professora universitária, com experiência no campo de trabalho em indústria por 15 anos, tenho minhas próprias histórias e de alunos que poderia contar aqui. Mas aí o post ficaria enorme, e muitos de vocês não teriam tempo para ler. Sim! o nosso tempo livre hoje é bem escasso: família, filhos, casa, lazer etc.


Mas saiba que a CLT existe para proteger seus direitos. Então lembre-se, você está amparado e sempre que surgir alguma situação que você considere fora dos padrões normais de uma empresa, procure ajuda de um advogado para se orientar. Muitos sindicatos oferecem esse serviço de maneira gratuita.

No ano passado não tínhamos muito o que comemorar. Forte recessão econômica, o auge do petrolão e muito desemprego. O cenário para 2018 já é bem mais otimista. 

Segundo o site da UOL Economia (acesse aqui), o Brasil abriu 56.151 vagas com carteira assinada em março deste ano. É foi o melhor resultado para o mês de março desde 2013, quando registrou abertura de 112.450 postos com carteira. 

O número de empregos criados é o saldo, ou seja, o total de contratações menos o de demissões no período. Em março foram 1.340.153 contratações e 1.284.002 demissões. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). 

Mas a cada dia as empresas mais de seus funcionários. Esperam resultado, produtividade e eficácia. Por isso, para o dia de hoje, separei algumas dicas para ajudá-lo no seu trabalho, aprendendo a lidar com adversidades entre colegas de trabalhos, fornecedores e clientes. Essas dicas são fundamentais para que você se torne um solucionador de problemas e aprenda a reagir em situações de atritos.


Características fundamentais de um bom solucionador de problemas:
* Não tem medo de fazer perguntas;
* Dá atenção aos detalhes;
* Não supõe: conclui a partir de uma análise estruturada;
* Não tem pressa para implementar uma solução;
* Não fica tentando encontrar culpados;
* Tem paciência e autocontrole;
* Tem inteligência emocional (ainda vou abordar esse tema por aqui)
*  Tem alta performance profissional.

Vamos então à algumas dicas para se tornar um bom solucionador de problemas:

Nunca se desespere
A primeira reação de muitas pessoas frente a um problema é se desesperar. Faz parte do instinto humano, a não ser que você seja 100% racional. O desespero leva à ansiedade, e a ansiedade destrói as chances de você conseguir aproveitar seus conhecimentos e experiência para resolver problemas. Portanto, ao ver um obstáculo, se tranquilize. Só assim você será capaz de elaborar um plano de ação que solucione a questão. Além do mais, no desespero palavras e atos podem afetar a sua carreia.

Mostre aos seus superiores que eles podem contar com você
Ao verificar algum problema, elabore um plano de ação e leve-o aos seus superiores. Atenção: nunca pule a hierarquia dentro da empresa, pois isso pode lhe trazer problemas. Procure mostrar quais são suas estratégias para solucionar a questão, o prazo que levará e as ferramentas que você precisa para concretizar as medidas propostas. Esse tipo de atitude mostra proatividade, transparência e organização, o que fará com que a alta liderança da empresa confie em você como um solucionador de problemas. Apenas um "adendo" aqui. Nem sempre isso é possível pois muitos chefes ainda trabalham no sistema antigo do "pode quem manda, obedece quem tem juizo". Se esse for o caso do seu chefe tenha um pouco mais de cuidado para abordar o assunto, para que ele não sinta que você almeja o cargo dele, ou até pior, use a sua ideia frente aos dirigentes da organização, não lhe dando os créditos, o que pode lhe causar frustração e descontentamento.

Compreenda o que de fato está acontecendo
Quando surge uma adversidade, é fundamental que você não parta imediatamente para uma possível solução. Afobar-se para resolução do problema também não é nada bom: é preciso um equilíbrio. Assim sendo, pare por um instante e tente compreender a fundo como o problema começou, porque ele ocorreu para, aí sim, elaborar um plano de ação para solucioná-lo. Ter inteligência emocional hoje é fundamental para saber lidar com atritos.

Não tente encontrar culpados, encontre soluções
Algo muito comum que acontece nas empresas quando surge algum problema é um esforço imediato para encontrar culpados, como se isso fosse de fato resolver o problema. Por mais que seja importante saber o que está acontecendo, esse não é o momento para descobrir quem errou ou punir essa pessoa. O primeiro passo deverá ser, sempre, trabalhar em busca de soluções. Hoje todos temos metas a serem cumpridas, indicadores que demonstram resultados. Mas esses resultados podem ser atribuídos não apenas ao seu desempenho, já que você precisa de recursos para realização das suas atividades. Então lembre-se: os indicadores de desempenho servem para medir o trabalho e nunca o profissional! Deixe isso para a avaliação de desempenho.

Faça um plano de ação
Depois que você tiver um quadro completo do que está acontecendo, formule um plano de ação, anotando o que deve ser feito. Eu sei que isso pode parecer difícil, pois muitas pessoas agem no automático, sem planejar nada, o que é um grande erro. Você precisa se tornar um estrategista. Se mais pessoas tiverem de ser envolvidas, converse com elas já que poderão ter outras sugestões. Um consenso nesse momento é muito importante.

Execute
Depois de avaliar bem a situação e elaborar um plano de ação, chega um dos momentos mais difíceis: a execução. Confie no plano e mantenha sua posição quando precisar tomar decisões difíceis.

Desenvolva sua Inteligência Emocional
A Inteligência Emocional (IE) é a capacidade humana de trazer o melhor de si e os melhores resultados, além da capacidade de se conectar com o meio social e de produzir os melhores resultados dessas conexões. Isso significa que uma pessoa dotada de uma IE bem desenvolvida é capaz de administrar suas emoções de forma que a capacidade do cérebro é utilizada com foco total na solução do problema, deixando a ansiedade e o desespero de lado.

Além disso, pessoas com um lado emocional bem trabalhado são persistentes, capazes de tomar decisões difíceis e altamente produtivas. Ou seja, são pessoas que não se deixam vencer frente às adversidades.

Claro que essas são apenas algumas dicas. Não servem como manual de instrução. As empresas lidam com pessoas de várias crenças e cultural. Além do mais, o próprio organismo empresarial possui sua própria cultura. Saber adequar-se a ela é fundamental para começar a sua jornada rumo ao sucesso.

E a dica mais importante: se você não se sente bem fazendo aquilo que não goste, ou não se sente bem no seu ambiente de trabalho, ou sente que não está sendo valorizado de alguma maneira, reflita sobre a situação. Talvez agora, tempos em que a economia começou a aquecer, seja uma opção procurar um novo serviço, que lhe permita ser feliz. Afinal, de que adianta passar a vida toda em seu trabalho, já que quando você aposentar - as leis vão tornando esse processo cada vez mais difícil - talvez você não tenha tempo de ser feliz.
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Depressão, o mal do século!

Alguns dias você até se sente bem, mas basta um acontecimento e pronto. Você fica mal e às vezes se descontrola ou chora. Uma nó na garganta que você não sabe de onde vem, um vazio no estômago como se tivesse levado um murro. Uma explosão de sentimentos invade a sua mente: raiva, desânimo, tristeza, auto estima lá em baixo. Claro que ninguém é feliz o tempo todo ou sorri o dia inteiro. Mas a depressão te leva ao extremo estado de tristeza, que não passa.

Ai vem a pergunta: Você tem depressão? Bem, isso só pode ser respondido por um profissional da área. Mas alguns sintomas, como os levantados acima, por si só já podem lhe dar alguma pista de que algo não vai bem. Sua qualidade de vida, seus relacionamentos e sua maneira de enfrentar o mundo, podem ser os gatilhos para a depressão aparecer.

Embora a depressão ainda seja vista como um tabu, fazendo com que as pessoas relacionem o fato à fraqueza ou simplesmente insegurança, você precisa saber que isso não é frescura! Depressão é uma doença, e que por isso mesmo tem cura. Se você está passando por momentos difíceis e passa a maior parte do tempo triste e com vontade de chorar, é hora de buscar ajuda!

Fisiologicamente, a depressão é um desequilíbrio no cérebro, ou seja, é um processo químico do qual você não tem controle. Mas, ao contrário de outras doenças, ela não pode ser curada apenas com medicamentos, já que ela é uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. São vários "níveis" de depressão e cada um deles deve ser tratado de maneira indicada. A escolha de um remédio pelo médico é sempre uma parte delicada, pois "encontrar" o remédio certo, aquele que vai de centrar para que você consiga ver as coisas sob perspectivas diferentes, pode levar algum tempo. A fase de adaptação dos remédios também é um período difícil já que a medicação leva dias ou até semanas para surtir efeito, e muitas vezes precisa ser trocado para que você se levante e siga o seu caminho.

Estima-se que cerca de 16% da população mundial já sofreu de depressão ao menos uma vez na vida. Os estudos sobre a doença se iniciaram em 1920 e, já naquela época, demostravam que as mulheres possuem o dobro de chances do que os homens de se tornarem depressivas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a segunda causa de morte mundial por doença, ficando apenas atrás apenas das doenças cardíacas. Sim, os dados são alarmantes!

Para os especialistas a depressão é considerada o mal do século. O dia a dia, os afazeres, os prazos para cumprir ... mil coisas! A pressão, o trabalho, os afazeres do lar, o seu filho que apresenta problemas em casa ou na escola, pode refletir diretamente na sua qualidade de vida, incluindo noites mal dormidas. Isso tudo vai te desgastando e quando você nota, está lá, no fim do poço cavando um buraco cava vez mais em baixo. Muitas pessoas sentem medo em ficarem sozinhas, porque quando isso acontece é inevitável pensar na sua vida e tudo que aconteceu ou está acontecendo. Mas esse é o primeiro convite para você respirar fundo e responder a pergunta: Eu tenho depressão?


Segundo Fresia Sá e Sergio Bastos Jr, fisioterapeutas especializados em Microfisioterapia da Biointegral Saúde, em São Paulo, um diagnóstico médico é necessário para entender se o que estamos sentindo no dia a dia é apenas uma crise ou pode fazer parte de um quadro depressivo. Mas, segundo eles, independentemente do diagnóstico, a Microfisioterapia é um tratamento possível para a depressão: “encontrar o foco do problema é um passo importante e definitivo na cura, mas que precisa partir de uma vontade grande de mudança por parte da própria pessoa”, enfatiza Fresia.


Segundo ela, uma pessoa pode ficar deprimida por uma causa específica: uma morte, uma perda, uma mudança muito grande de vida, que gera uma tristeza ou um desapontamento grande, com o qual fica quase impossível lidar sem ajuda profissional. Mas a depressão também pode aparecer devagar, com pequenos sintomas, que aparentemente não tem relação, como a dificuldade de se comunicar com as pessoas, uma baixa autoestima e um sono que não recupera as energias.


Neste segundo caso, segundo a especialista, fica mais difícil diagnosticar, e as causas podem ser múltiplas: “mais de um acontecimento, ou problemas não resolvidos que foram acumulados na memória celular e que, aos poucos, vão nos tirando as forças podem ser os causadores da depressão”, enfatiza. Sergio explica: “a Microfisioterapia, nesse panorama, é especialmente benéfica, porque encontra memórias traumáticas que, muitas vezes, não lembramos ou não sabemos que existimos”. Segundo ele, o que fica memorizado no corpo, de acontecimentos que foram perturbadores e com os quais não soubemos, de alguma forma, lidar, é a sensação, o sentimento, e isso se multiplica ou vêm á tona conforme vivemos situações similares.


É a tal história. A mente não está boa e quem padece é o corpo. Vale lembrar que cada pessoa tem uma forma de demonstrar a sua depressão. Isso porque, como descrevi anteriormente, o processo é químico. Mas o que isso significa? Que o cérebro possui uma forma de química natural, causada pelos neurotransmissores e que as alterações na função e efeito desses neurotransmissores, bem como a forma que eles interagem com os diversos neurocircuitos que compõe o cérebro, podem ter um papel significativo na depressão e no seu tratamento, já que atuam diretamente na manutenção da estabilidade do humor do paciente. É importante saber que a depressão é mais comum de acontecer com uma pessoa que tenha parentes que também possuem a doença, como a mãe ou o pai por exemplo. 

A depressão possui quatro níveis: a pior delas é a classificada como grave. Ela é mais rara e caracterizada por sintomas intensos e implacáveis. Já a depressão atípica é caracterizada por um padrão de sintomas bem específico como picos de humor temporários em resposta a eventos positivos. Pode resultar em ganho de peso, sono em excesso e sensibilidade a rejeição. A depressão leve, conhecida também como distimia, acontece de forma recorrente e a pessoa que possui essa depressão especificamente. Os sintomas não são tão fortes como a depressão maior, mas eles duram por muito mais tempo. Algumas pessoas podem sofrer com episódios de depressão maior em cima da distimia, condição conhecida como depressão dupla. Há também o Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), conhecido também como depressão sazonal, e se caracteriza pela sensação de se sentir diferente no inverno: sem esperança, triste, tenso ou estressado. Esse tipo de depressão tem início no outono ou inverno, quando os dias se tornam mais curtos, e permanece até o início da primavera.


Existem várias formas de tratamento: a psicoterapia, tratamento em clínicas ou hospitais especializados, terapia eletroconvulsiva, estimulação genética transcraneana, além de tratamentos alternativos. O principal é que você nunca se auto medique e que busque sempre ajuda. Depressão não é frescura!


Pesquisando na internet encontrei uma página que trata o assunto de uma forma simples, mas profunda. Se você se interessar basta clicar nesse link aqui.


Texto elaborado com base em pesquisa realizadas em diversas fontes
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Mulher: A vida em Constante Mudança

Só uma mulher sabe o que é chegar na escola e dar de frente com um paquera, com aquela espinha enorme no nariz. Só uma mulher sabe como é ir a padaria da esquina de chinelo e blusa gasta e encontrar lá uma conhecida bem arrumada. Só uma mulher sabe o valor da maquiagem, como expressar sem vergonha e medo o que sente. Só uma mulher chora sem receio, aguenta a dor em silêncio, pode carregar um filho na barriga.

Nos dias de hoje lutamos por igualdades de direitos. Graças ao avanço e a modernidade conseguimos grandes conquistas, muito embora eu acredite que possamos muito mais. Uma mulher nasceu pra ser guerreira, ela é batalhadora, é a fera indomada que parte ao ataque quando o assunto são seus filhos. Mas não podemos jamais esquecer que como mulheres somos diferentes. Agimos e na maioria das vezes pensamos diferente. Trabalhamos duro mas de salto alto. Chegamos em casa cansada e ainda tentamos dividir os afazeres domésticos que muitos homens ainda relutam. Mas o que ninguém pode tirar de nós é o sentimento de ser mãe. Tudo bem, não sei como é ser pai, mais sei o que é gerar um filho e o sentir crescendo em minha barriga. Sentir o aconchego do filho aos braços durante a amamentação. Não existe ninguém que é mais ou menos mulher que a outra. Somos mulheres. Se você optou em adotar ou não pôde amamentar, isso não faz de você uma mãe pior. O seu sentimento pelo seu filho vai ser o mesmo e com certeza vai ser diferente do sentimento que o pai terá por elas.

E como passamos por mudanças não é? Lembro da minha infância. Brincadeiras de amarelinha, pega pega, esconde esconde, subir nas árvores, pular elástico, andar de bicicleta. E tudo isso sem o olhar de vigia das mães... tempos diferentes onde a mãe cuidava da casa e o pai saia para trabalhar.

Depois veio a adolescência. E quantas descobertas não é? As emoções, os sentidos, as amizades, o primeiro beijo, o primeiro amor.

Depois vem o primeiro emprego e ai você sente que cresceu de verdade. Que é capaz de se sustentar com a sua própria fonte de renda. E o que a gente faz com o primeiro pagamento? Sai e vai comprar roupas, calçados, bolsas e maquiagens hahaha.

Depois a gente vai pra faculdade, fica mais maduro e já sabe o que é o estresse. Manter um emprego durante o dia e ainda ir as aulas a noite não é fácil. E os finais de semanas que foram ganhos quando você abriu mão de descansar para ir as aulas de inglês? E as baladas que deixou de ir para ter que estudar para as provas do semestre?

O tempo passa e a gente soma experiência. Algumas boas, outras nem tanto. Mas são experiências que nos servirão para saber o que eu posso, até onde eu posso e o que eu não quero mais. A minha fase mais marcante e decisiva foi aos 24 anos. Com essa idade eu já tinha faculdade, uma especialização, falava inglês. Tinha um emprego estável e bem remunerado. Já tinha a minha própria casa - embora preferisse morar com meus pais - e o meu carro zero quilômetro. Aquele que eu escolhi e comprei com o meu dinheiro.

Aos 29 anos me casei, aos 33 fui mãe pela primeira vez e aos 36 mãe pela segunda vez. Hoje, com 39 anos, consigo fazer um balanço da minha vida. Meia vida? Será? Quem sabe o dia de amanhã ...

Mulher de fases... a gente se transforma por fora mas se transforma por dentro. Não sou muito de fotos mas como hoje é o Dia Internacional da Mulher, quero compartilhar com vocês as minhas fases:


Já fui loira, morena e hoje estou ruiva. Fui dos 58 kg para os 98 kg na gestação. Hoje ainda estou com 84kg. O tempo passa e mostra pra gente que o corpo não é mais o mesmo, mas mostra também o quão forte nos somos.

Nesse dia tão especial quero convidar você mulher para uma reflexão: como foi a minha vida até aqui? Será que tudo isso valeu a pena? Reflita, melhore alguns pontos, esqueça os menos importantes, torne-se uma mulher forte, convicta de seus princípios e sabendo que você nasceu para brilhar. Os seus sonhos são sim possíveis de serem alcançados, mas só se você lutar por eles. Siga em frente de cabeça erguida e mostre ao mundo que você é capaz de fazer a diferença!

Feliz Dia Internacional da Mulher!
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Dicas para organizar o seu dia-a-dia



Nenhum dia é igual ao outro. Sempre ocorre um fato novo, um imprevisto ou mesmo uma mudança de planos. Eu sou mãe, dona de casa e esposa e sei como cuidar de duas crianças e de todos os afazeres nem sempre é fácil. Então imaginem só a correria. E o que eu faço para não me perder entre todas as atribuições diárias? Eu me organizo! Confira algumas dicas para otimizar a sua rotina e fazer o seu tempo render, sem se perder.

Cada coisa em seu lugar
A organização é tudo. Procure sempre guardar as coisas, e de preferência no mesmo lugar. Assim, você sempre saberá onde achar o que procura. Evite por exemplo ficar arrumando as roupas das crianças em gavetas diferentes porque você pode se confundir na hora de guardar ou escolher as roupas. 

Planeje as suas ações
Para que os seus dias rendam e vocês consigam concluir com êxito todas as suas tarefas, o melhor a fazer é se planejar de forma organizada. Claro que imprevistos acontecem, mas se você se planejar, vai conseguir lidar com eles de uma forma mais tranquila. O ideal é anotar todas as coisas que precisam ser realizadas. Pode ser em uma agenda, em um caderno, em um bloco. O que não vale são pedaços de papeis porque o risco de perdê-los é muito grande. Aqui em casa por exemplo, eu tenho tudo anotado e separado. A regra é uma só: Não confie na memória, escreva!




Dicas para se Organizar:

Supermercado:
Normalmente eu faço supermercado uma vez por semana, para trazer sempre coisas fresquinhas. A medida que os produtos vão acabando da dispensa, eu já vou anotando na minha lista, para não me esquecer de comprar. E isso inclui lâmpadas e pilhas. E aqui em casa temos uma regra: usou ou pegou o último, avisa para não faltar!

Médico: 
Cada um aqui em casa tem o seu caderno de anotações para registros de saúde. O mais usado, claro, é o das meninas. Se acontece alguma coisa ou se eu lembro de alguma pergunta importante, corro no caderno e anoto para perguntar na próxima consulta. Aprendi a fazer isso depois de sair do consultório, chegar e casa e só então me lembrar. Outra coisa legal de fazer é anotar o nome dos remédios que você tem em casa e levar nas consultas, porque o médico ao receitar o remédio - exceto antibióticos - sempre pergunta o que você tem em casa. E essa é uma forma de economizar dinheiro.

Trabalho: 
Datas de entregas de trabalhos, apresentações de seminários, realização de avaliações ou entrega de relatórios. Tudo anotado! Procure sempre priorizar os assuntos para não se perder no que é preciso fazer primeiro. E atenção, nem tudo precisa ser realizado de forma impecável ou de maneira metódica. Aprenda a dar importância para aquilo que realmente é importante.

Rotina: 
Se em preciso ligar para alguém, passar em algum lugar ou ter que fazer alguma atividade diferente, eu corro anotar. Claro que se eu tenho uma consulta médica eu sempre deixo um bilhete na geladeira que fica mais fácil de ver e lembrar.

Sempre consulte as suas anotações
Agora que você já tem tudo organizado e anotado, precisa se lembrar de consultar as informações para não se esquecer de fazer nada. Agir, agora, só de forma organizada e planejada! A medida que as tarefas forem executadas, não esqueça de ir riscando das suas anotações para não se perder.

Espero que vocês tenham gostado das dicas. Beijos!
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Chegou 2018, e o que você fez?

Claro que todo início de ano sentimos as energias renovadas - principalmente se conseguimos tirar uns dias de férias. Ficamos mais otimistas, animados com a sensação de que estamos "nascendo de novo". Afinal, você compra uma agenda e tem 365 dias para fazer novos planos e realizar novas metas.

Mas hoje eu quero chamar vocês para uma reflexão: O que você fez em 2017? O que você espera para 2018? Porque na realidade, se você não fizer nada, nada vai mudar em sua vida.

Frases comuns que ouvimos como "promessas" ou "planos" no inicio de cana ano:
- Esse ano vou fazer academia.
- Esse ano vou cuidar mais de mim.
- Esse ano vou parar de fumar.
- Esse ano vou ser light e comer apenas coisas saudáveis.
- Esse ano começo um regime.
- Esse ano vou procurar um emprego melhor.
- Esse ano vou focar na minha carreira profissional.
- Esse ano vou me matricular no curso de inglês.

Essas são só promessas ou você pretende segui-las mesmo a risca? Reflita sobre isso tendo em mente que você não precisa de um ano novo para correr atras de seus sonhos e colocar seus planos em ação e atingir suas metas. O regime não não precisa começar na segunda - quando emagreci dez anos comecei meu regime em uma quarta!. Não precisa de um ano novo para cuidar de si mesma ou da sua carreira profissional. Estabeleça suas metas, anote e guarde em um lugar onde possa consultar com frequência para saber se realmente está no caminho certo. Não se acomode, não espere um ano novo, não espere que as coisas aconteçam do nada, se você mesma não fizer algo!


Compre um caderno, uma agenda, um bloco de anotações e faça o seu "Planner", claro que agora para 2018. Mas não se esqueça das dificuldades enfrentadas no ano que passou, dos desafios que você ficou com receio de assumir. Você terá chances, com toda certeza, se for organizado, souber onde quer chegar e estabelecer um plano. Lembrem-se: Planejamento é tudo!

Então fica a reflexão:



Faça a sua parte, não espere dos outros. Estabeleça prioridades, escreva suas metas e faça de 2018 um ano melhor, sem esquecer do seu passado, das suas experiências e, principalmente, que você não está nascendo novamente só porque um ano novo chegou!
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O último dia de aula

Às vezes me pergunto: porquê o tempo passa tão rápido se os dias continuam tendo 24 horas, as semanas 7 dias e o ano 365? Começo então a refletir e chego a conclusão que a tecnologia nos toma muito tempo. Passamos grande parte das horas diárias recebendo e enviando e-mails, jogando no tablet, enviando e recebendo mensagens no Whatshap e ainda tempo a casa, a família e os filhos. E nessa correria louca não podemos esquecer o mais importante: reservar um tempo para brincar com os filhos, dedicando total atenção a eles porque o tempo passa e não perdoa! Vocês não vão querer se lembrar no futuro das horas que passaram no celular ou tablet e que poderiam ter ficado com os seus filhos, pois um dia eles irão crescer e descobrir o mundo por si só.

Aqui tenho duas pequenas que vocês já conhecem. A Lia tem dois anos e em 2018 começa na escolinha. Confesso que estou apreensiva mas ao mesmo tempo animada, pois sei que isso será muito importante para o seu desenvolvimento intelectual, motor e social. Já a Lara tem 5 anos e no próximo também vai mudar de escola para acompanhar a irmã.

O tempo passou voando e hoje lá foi ela, para o seu último dia de aula. Não sei como ela está se sentindo mas o meu coração está apertadinho ... tenho até vontade de chorar pelos amiguinhos que ela vai deixar. Mas tenho certeza que essa nova fase a tornará mais madura e que ela fará novos amigos.

Hoje, para fechar o ano com chave de ouro, eles terão uma festinha com direito a amigo secreto. E ela quis escolher a própria roupa, me perguntou se podia passar perfume e batom. E lá foi ela!


O tempo passa e não perdoa mesmo. Ela já está ficando uma mocinha. E logo chega o natal, e lá vem o papai noel (aqui temos a tradição da mágica do natal).

Ai penso no outro lado: as aulas retornam no final de janeiro e por mais de dois meses ela e a irmã passarão o dia toda juntas. Tenho certeza que iremos rir e chorar, brincar e colocar de castigo. A vida não é fácil não! E fico pensando nas mães que trabalham fora, que terão que buscar alternativas para entreter os pequenos até que peguem férias. Essa é a nossa vida corrida ... nas acima de tudo uma correria que vale cada segundo, porque amor de mãe é infinito!
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Diário de Mãe: Licença Amamentação, um direito seu!


Quando fiquei grávida da minha segunda filha, peguei a minha licença maternidade um mês antes, como determina a lei. Eu precisava pegar a rodovia para poder ir ao trabalho, que era a noite, a barriga estava muito grande, eu passava muito tempo em pé e por isso meu médico achou melhor que eu saísse de licença.

A lei diz que toda mãe tem o direito adquirido de quatro meses de licença maternidade, salvo os casos de empresas chamadas de "cidadãs", que concedem seis meses de licença. O que não era o meu caso. Então, quando voltei ao trabalho a minha filha tinha apenas 3 meses e só mamava no peito.



Tentei alguns dias antes retirar o leite e colocar na mamadeira, mas ela recusava. Chorava e não bebia. O problema era a mamadeira mesmo. Trocamos de marca, de bico. Enfim, tentamos de tudo. Foi então que resolvi fazer uma pesquisa sobre os meus direitos.

A lei que consta na CLT art. 396 diz que toda a mãe deve ter dois períodos de 30 minutos cada para amamentar o seu bebê até que ele complete seis meses de vida. Em alguns casos a empresa pode negociar mais 15 dias em casa. Mas isso não é tão comum.

Quando voltei ao trabalho fui ao setor de Recursos Humanos para pedir a minha licença amamentação. Como eu era professora e trabalhava apenas algumas horas durante a noite, eles me informaram que eu não tinha esse direito. Como assim? Mostrei a lei e mesmo assim o meu direito foi negado.

Pedi por escrito a justificativa a empresa e eles descreveram "apenas as funcionárias administrativas possuem direito a licença amamentação". Fiquei chocada pois a CLT diz que independente da função a lei vale para qualquer mãe, que tem o direito de amamentar o seu filho até o 6º mês.

Sem saber o que fazer, procurei uma advogada. No mesmo dia ela enviou o processo que foi analisado e na semana seguinte o oficial de justiça entregou uma intimação a empresa com pena de multa diária se eles não me deixassem amamentar.

Você deve estar se perguntando: mas porque você está escrevendo sobre isso? Porque quero compartilhar com você mamãe o que aconteceu comigo, para que você saiba que esse direito é garantido por lei, e que ninguém pode se recusar a tirá-lo de você.

Espero ter ajudado e mais, que você amamente seu filho não apenas por seis meses mais pelo menos até os 2 anos de vida. Já falei aqui no blog da importância da amamentação e como isso interfere no desenvolvimento e no QI do seu bebê quando ele estiver na fase adulta.

Na dúvida, procure sempre a orientação de um advogado.
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Para refletir: Por que julgar é fácil?


Esses dias me aconteceu um fato que me fez parar não apenas um minuto ou dois para refletir, mas alguns dias. Quem nunca fez algo achando que era bom, que ia deixar uma pessoa feliz e foi julgada ou criticada por isso, e pior, sem ao menos ser perguntada sobre o seu lado da história? Eu fiquei chateada, triste e o fato me fez parar não apenas para refletir mas para escrever esse post e tentar assim distribuir um pouco de amor para juntos construirmos um mundo mais amoroso, onde as pessoas julguem menos, olhem mais para suas falhas e façam mais pelo próximo.


Começo a reflexão com um trecho da Bíblia Sagrada, Mateus 7: 
"1Não julgueis, para que não sejais julgados. 2Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós. 3Por que reparas tu o cisco no olho de teu irmão, mas não percebes a viga que está no teu próprio olho? 4E como podes dizer a teu irmão: Permite-me remover o cisco do teu olho, quando há uma viga no teu? 5Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão."

Então me respondam, por que julgamos tanto?

Olhamos ao redor e ao vermos uma garota com uma roupa extravagante já pensamos "a camiseta está comprida ou é o vestido que está curto?". Mas ai vamos a missa, e durante a reflexão do evangelho ficamos reparando na roupa ou nas pessoas da igreja ou pior, muitas vezes ficamos fazendo fofoca. Vejam! Não estou generalizando, estou colocando situações isoladas e totalmente opostas justamente para refletirmos. Olhar as falhas dos outros é sempre mais fácil do que parar e olhar as nossas próprias falhas não é? Ah, e isso pode dar medo! Quem é que no passado não fez algo do qual se envergonha ou se arrepende? Mas algo o levou a isso certo? Gostaria de ser julgado? Alguém tem esse direito?

Como professora sempre dizia aos meus alunos para nunca julgarem ninguém. NINGUÉM! Porque não estamos na pele dessa pessoa, não passamos pelas dificuldades ou vivemos a vida dela para sabermos o tamanho do fardo que ela carrega. 

Imagine uma cena: Você, sendo mãe como eu, vendo seu filho precisando de remédio. Desse remédio depende a vida do seu filho e o SUS não o tem para disponibilizar naquele momento de extrema urgência. Será que você pediria dinheiro na rua? Faria uma vaquinha? Choraria para o dono da farmácia? Tentaria roubar? Ética e moral caminham juntas, orgulho todo mundo tem, mas quando temos necessidades básicas não supridas tudo vira um caos. E não é por isso que tem gente que vive morando nas ruas, pedindo esmolas? Só por isso são "vagabundos"? Ou será que lhes faltaram oportunidades? Cabe a você julgar? Você se sentou ao lado dele, ouviu a sua história de vida, ou simplesmente subiu o vidro do seu carro quando ele se aproximou vendendo um doce no semáforo?

Por um mundo mais compreensivo, de mais amor e menos julgamento!

Deixe o seu ponto de vista nos comentários. Pode parecer que não vai ajudar em nada. Um andorinha sozinha não faz verão, mas se todos se comprometerem a melhorar um pouco, juntos somos mais!

Esse texto foi escrito por mim e expressa a minha opinião pessoal. Proibida reprodução total ou parcial.

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Carta para o filho mais velho


O primeiro filho é o primogênito do amor. É aquele que desperta o sentimento mais puro do ser humano, e que faz desabrochar o amor eterno e incondicional. É aquele que nos leva à descobertas diárias, que nos ensina que ser imperfeito é errar desejando acertar. Porque não existem mães perfeitas, existem mães reais que dão o seu melhor para criar e educar seus filhos...

Mas ai nasce o segundo filho. A atenção e o colo que antes era só dele, agora são divididos. E como é difícil a fase da adaptação! Para compartilhar um pouco desse sentimento, que muitas vezes causa angústia e medo, decide escrever uma carta a minha filha mais velha, que tenho certeza, retratará o mesmo sentimento de muitas mamães.


Querida filha,

Você foi tão desejada! Amada desde o primeiro segundo, veio ao mundo trazendo um pouco de mim e de seu pai. Obra prima de Deus, um perfeito anjo enviado dos céus.

Cuidamos de cada detalhes para a sua chegada. Desejamos o quarto mais perfeito, as roupas mais bonitas e os brinquedos mais modernos. Mas quando você chegou, notamos que bastaria você, pois o amor havia preenchido tudo.

Registramos todos os seus momentos mais marcantes em um livro de recordações: o primeiro passeio, a primeira risada, o primeiro tombo ... cada descoberta foi uma vitória da vida, acompanha de perto por mim e pelo seu pai. O amor é tão grande, que chega a doer no peito só de lembrar de tudo que passamos até aqui! Tantas são as recordações que só caberiam mesmo no coração de um mãe e de um pai. Ai a gente pára e se pergunta: onde é que você esteve todos esses anos? Sim, agora que temos você aqui conosco fica difícil imaginar as nossas vidas sem tê-la em nossos braços.

O tempo passou e nós decidimos que era hora de dar-te um irmão. Sempre achei muito egoísta da nossa parte não te dar um companheiro, porque irmãos são confidentes e amigos para uma vida toda. Quando fizestes três anos, nasceu sua irmã. Aquela que estará ao seu lado mesmo quando papai e mamãe se forem.

Assim que sua irmã nasceu, olhei pra ela e toda a emoção do seu nascimento voltou. Ah, e como vocês são parecidas na fisionomia! Mas, assim que olhei nos seus olhos, ainda na maternidade, te vi diferente. Não era mais a minha bebê. Agora era uma menina! Você cresceu, passou a ter vontade própria. Mas ainda era tão dependente de atenção e amor.

As visitas chegavam para ver a sua irmãzinha, e eu ali só te olhando. Tímida e retraída no canto da sala, desejando que toda aquela atenção voltasse a ser sua. Eu te chamava, com os olhos cheios de lágrima, e te envolvia com um abraço, desses que só uma mãe pode dar. E sabe todos aqueles brinquedos que ganhou? Papai e mamãe compraram e embrulharam só pra te dar, quando as visitas chegavam apenas com presentes para a sua irmãzinha.

Filha, a mamãe anda cansada. Agora temos um bebê em casa que precisa de muitos cuidados. Mamadas durante os dias e também as noites, trocas constantes de roupas e de fraldas. Peço desculpas se não tenho mais o tempo que antes eu tinha para as nossas brincadeiras. Sei que você sente falta da atenção, do colo. Sei o quanto tem sofrido com a falta dos momentos que eram só nossos. Sei que as birras e as teimosias são apenas formas que você usa para chamar a nossa atenção. Mas filha, a mamãe é humana! Às vezes fico brava, me desespero, grito e também choro... quantas vezes não desejei a sua atenção, o seu colo, um carinho e um beijo gostoso.

Essa é apenas uma fase, dificil e turbulenta. Ela exige não apenas de você mas de mim também. Eu tenho certeza que juntas, iremos passar por mais essa fase. E o amor? Esse só vai crescer até que, quando não mais caber no seu peito, você me dará um neto!

Com amor,
Mamãe
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Ser diferente é legal?


Viver em sociedade pode até parecer fácil, mas na verdade é uma tarefa bem difícil. Intrigas, brigas, desafetos, desentendimentos e até guerras. O mundo já passou por duas grandes guerras mundiais! Uma empresa pode ter o mais moderno parque fabril, com ótimas instalações e máquinas, mas se os funcionários não souberem trabalhar as diferenças entre eles, tudo vira um caos. E se tudo depende do fator humano, fica mesmo muito complicado. Já parou pra pensar nas diferenças culturais e sociais? Isso sem falar em política, religião e futebol!


Vivemos em uma sociedade que da mesma forma que prega a igualdade de direitos, concede méritos apenas a alguns: melhores alunos e profissionais, mulheres lindas e magras ... 

A verdade é que crescemos sendo comparados. As primeiras comparações começam cedo: "com quantos meses o seu filho sentou? quando ele começou a andar? quando saiu da fralda?" E ai, se o seu filho fica fora da média padrão do seu círculo de convivência, começam as "neuras"! Não é intrigante? Se o legal é ser diferente, então porque seguir um padrão? Pare e pense: "se você for igual a todo mundo, qual será o seu destaque?" Será apenas mais uma na multidão, a procura de um emprego, de um relacionamento estável ou mesmo de uma amizade. Só mais um buscando um espaço. Vale lembrar que as empresas querem profissionais que se destacam, que tragam o "algo a mais".

Agora vamos refletir de um outro ponto de vista: experimente mudar radicalmente o corte do seu cabelo e ainda por cima colorir de roxo. Meus Deus, se for uma mera mortal (porque claro, pra Katy Perry isso é o máximo) será apontada pelas pessoas e as vezes até ridicularizada. E o que dizer dos que sofrem com o bullying? Tente lembrar dentre as pessoas do seu círculo de convivência, as que são diferente e pondere os prós e contra. Via de regra vai notar que a pressão e a sobrecarga sempre será maior entre aqueles que, de uma forma ou outra, possuem um diferencial. E isso vale para bons profissionais, que não podem cometer erros; bons jornalistas, que não podem cometer gafes; melhores cantores, que não podem desafinar nunca; melhores modelos, que não podem engordar, entre todos os melhores.

O que eu sempre digo é que felizmente eu nunca encontrei ninguém igual. E sim, eu acho isso bom porque é isso que me torna singular, única. É isso que faz ser e viver como uma pessoa que tem os seus próprios desejos e angústias. Afinal, o que seria do amarelo, se todos gostassem do azul?

Encerro o texto com a música de Vinicius Castro "Ser diferente é normal"

Todo mundo tem seu jeito singular
De ser feliz, de viver e de enxergar
Se os olhos são maiores ou são orientais
E daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
Em oportunidades, em direitos, coisa e tal
Seja branco, preto, verde, azul ou lilás
E daí, que diferença faz?

Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
Já pensou, sempre tão igual?
Tá na hora de ir em frente:
Ser diferente é normal!
Ser diferente é normal!
Ser diferente é normal!
Ser diferente é normal!

Todo mundo tem seu jeito singular
De crescer, aparecer e se manifestar
Se o peso na balança é de uns quilinhos a mais
E daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
Em seu sorriso, sua fé e no seu visual
Se curte tatuagens ou pinturas naturais
E daí, que diferença faz?

Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
Já pensou, sempre tão igual?
Tá na hora de ir em frente:
Ser diferente é normal! 

Você tem a sua opinião sobre o assunto? Então deixe nos comentários!


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