Como Mãe, o que te faz sentir culpada?

Não adianta, parece que ser mãe é sinônimo de culpa! E isso já começa na gestação.

Você se sente culpada se está comendo em demasia, pelo que está comendo ou pelo que deixou de comer. Se sente culpada pensando se está exagerando no exercício que está praticando, ou se está sendo sedentária demais. Se sente culpada se a roupa que usa está apertada ou vulgar demais, se está seguindo a risca as recomendações médicas ou o pré natal, se o bebê está se desenvolvendo normalmente, se o seu corpo não está gerando alguma proteína necessária e até mesmo se o seu gene não irá, no futuro, causar um problema genético ou uma doença auto imune. Tudo, tudo na sua vida gira em torno da neura a qual chamamos de culpa. Uma culpa única e exclusiva sua, a qual você não pode delegar a ninguém, nem ao menos ao seu companheiro. Aliás, você sabia que é o homem quem define o sexo do bebê? Já ouvi inúmeros relatos de mãezinhas aos prantos abandonadas pelos seus companheiros porque eles queriam menino ou menina e quando descobriram que o sexo era o oposto do que desejavam, acabaram por abandona-las. O que? mais uma para sua conta também!

Mas calma. O bebê ainda não nasceu. O seu "copo" de culpa ainda está só começando a "encher". Quase nos finalmente começa a pressão: Você vai esperar pelo parto normal né? (para muitas pessoas fazer uma cesariana é o mesmo que não ser "mãe de verdade"). Aí você sofre por horas em trabalho de parto, não tem dilatação e precisa passar por uma cesária para salvar a sua vida e a do bebê. Resultado? Culpa sua!

Vai para o quarto, e o tal do colostro não vem. Sem colostro, sem leite materno. Aí você tem que recorrer ao que? Leite artificial. Culpa sua! Com certeza não se alimentou bem, não praticou exercícios físicos, não seguiu as recomendações médicas, e por aí vai...

Imagem Reprodução

O filho vai crescendo e por mais que você se dedique é muita coisa. As cobranças aumentam a medida que o estresse cresce, isso sem falar nas noites mal dormidas, na canseira porque além do bebê você tem que cuidar da casa, das roupas, mas de você não porque ninguém lhe dá esse direito. Na hora de criticar muita gente aparece, mas na hora de ajudar todo mundo simplesmente "plim", desaparece. E tem muito companheiro que não ajuda em nada. Muitos ainda acham que dando lá um trocado "tá tudo certo". Mãe é gente, mãe é de carne e osso, mãe tem o direito de se sentir cansada, de se estressar e até de gritar por socorro. E sabe o que acontece quando fazemos isso? Somos criticadas! Somos julgadas! Somos mal compreendidas! E somos sim chamadas de loucas!

Se você chega nesse estágio o que você precisa é de ajuda. E você deve sim pedir socorro. Mas o que acontece? Você ouve um sermão, principalmente dos mais próximos, que são aqueles que mais te magoam. Sua mãe diz "eu não queria ter uma nora assim". Sua sogra diz "eu não criei meu filho assim". Sua irmã diz "acho que você não deveria ter tido um filho". Sua cunhada diz "você não nasceu pra ser mãe". Seu companheiro diz "o bebê acordou, hora de levantar para amamentar ou fazer a mamadeira". Sua melhor amiga diz ... deixa pra lá, ela se esqueceu de você e nem apareceu para te fazer uma visita, ver como você estava e conhecer o seu filho.

E mãe sofre não só como mãe ... mãe sofre como mulher, como pessoa!

Se você passou ou está passando por isso, eu posso dizer: estamos juntas! Calma, você não é a única, não está sozinha! Não se sinta mal e nem culpada. Só uma mãe que vive isso agora sabe o tamanho do fardo que carrega. O tempo passa e com ele leva essas lembranças e por isso a sua mãe e a sua sogra acabam esquecendo e fazendo tais comentários. A maternidade é linda, tem muita coisa gostosa que pode e deve ser aproveitada, mas traz com ela o seu outro lado, que as pessoas sentem medo, vergonha ou receio de falar. Mas é a verdade, ou você acha que o seu filho de um mês troca fralda sozinho, toma banho sozinho, já come sozinho? Não! ele depende de você basicamente pra tudo, porque poucos pais ainda dividem as tarefas maternas. Agora seja sincera: você acabou de passar por uma gestação de 9 meses, e na melhor das possibilidades (sem ter ficado internada, sem ter tido problemas de saúde como depressão,  ansiedade, pressão alta ou mesmo parto prematuro), sofreu pra dormir no último mês, já vem de uma rotina cansativa embora tenha sido uma das experiências mais marcantes da sua vida. É como diz o ditado popular, e se é popular é porque o "povo" acredita mesmo: "ser mãe é padecer no paraíso". 

Você acha que os primeiros dias, as primeiras semanas e o primeiro mês é um paraíso? Pode até ser se você tiver apoio e ajuda. Não adianta tentar "tapar" o sol com a peneira. Todo mundo diz "aproveita essa fase, passa tão rápido". Eu acho essa frase 100% verdadeira, o tempo passa rápido e não perdoa. Mas sinceramente? Com um milhão de coisas a serem feitas, será que você vai conseguir aproveitar?

Depois de muito tempo, terapia e reflexão eu cheguei a uma conclusão. E por isso resolvi escrever esse artigo. Proponho uma leitura aprofundada e uma longa pausa para reflexão. 

NÃO! EU NÃO SOU CULPADA! As pessoas é que me fazem me sentir culpada. Os julgamentos, as palavras, os atos. Tudo isso trazem o sentimento de culpa. Mas isso significa que a CULPA é minha? Olha só a palavra culpa mais uma vez no nosso vocabulário.

Na verdade somos condicionadas a certos comportamentos. A culpa é uma delas. Certas pessoas fazem comentários para que possamos crescer, melhorar. Mas infelizmente o ser humano tem dentro de si a maldade. E muitas delas fazem críticas com a intenção de te ver mal, simplesmente porque elas ganham forças com a sua fraqueza.

Parece fácil falar, e é! O difícil mesmo é fazer mas tenho tentado. Ouça as críticas, os julgamentos. Não precisa dar de ombros, fazer cara feia, ignorar. Faça aquela cara tipo "alface", onde o comentário entra por um ouvido e sai pelo outro. A vida é sua e só você sabe o que é melhor para a sua vida e o da sua criança. Faça terapia, procure por pessoas que você realmente confia para desabafar. Não faça da sua vida um livro aberto. Não saia reclamando aos quatro cantos. Seja forte, ganhe auto estima. Acredite no seu potencial e você verá que a culpa não é sua, a culpa simplesmente é o reflexo da falta de confiança e da maldade do outro.

Para terminar o meu artigo deixo aqui um mensagem para TODOS:


Porque respeito é bom e todo mundo merece.

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Não a Adultização Infantil

A infância é uma fase tão linda! A curiosidade leva a tantas descobertas, que são comemoradas por pais e filhos. E com o incentivo levam ao desenvolvimento psíquico, físico e motor. A criatividade aflora e através do lúdico a criança aprende. E essa é a fase mais gostosa da vida. A criança ainda não sabe o valor do leite, do café, embora saiba que é preciso trabalhar e ter dinheiro para poder comprar. E nessa fase o que vale é mostrar o lado bom da vida, pelo menos até os seis anos de idade, para que ela saiba que a vida é linda, e que vale a pena viver. Claro que depois disso ela vai, aos poucos, tomando conhecimento que existe a guerra, que pessoas morrem, que crianças passam fome e frio. Ou seja, a realidade do mundo. Não dá para esconder.

Mas até quando vai a infância?
Especialistas afirmam que a infância vai do nascimento até os onze anos de idade. Mas confesso que na atualidade esse período, considerado infância, já foi reduzido. Infelizmente hoje já vemos mãezinhas de apenas doze anos. Uma triste realidade, porque parte de sua infância e de toda a sua adolescência lhe foram tiradas. 

E se há um tempo pra tudo (a espera dos nove meses na barriga, o tempo certo para introduzir os alimentos sólidos, o tempo certo para o bebê sentar, engatinhar, andar, falar etc), existe também o tempo certo de apresentar a eles brinquedos mais complexos, roupas com cara e estilo de mocinhas ou de adultos. Mais uma vez eu ressalto: toda criança tem o seu tempo! Você pode ser uma apaixonada por filme de terror que não vai conseguir entrar no cinema com a sua criança de seis anos. Fato, ponto. Não adianta argumentar.

Há algumas semanas atrás eu abri uma enquete em uma das minhas redes sociais em que mais de 600 leitores participaram. E 98% deles disseram que criança devem sim se vestir como crianças. O assunto pode até ser polêmico, então vou deixar registrado aqui a minha opinião e a desses meus leitores ok? Fiquem a vontade para comentar, respeitando o comentário e a opinião de cada um. Afinal, somos serem pensantes e ninguém é obrigado a pensar como o outro.

Eu tenho aqui no meu blog um espaço semanal de editoriais de moda infantil. E quando digo infantil é infantil mesmo! Vale maria chiquinha, trança, rabo de cavalo. Procuro sempre por roupas que tenham a cara e o jeito de criança. Esse é o foco. Criança é criança! Vejo cada foto que fico "passada". Já vi vídeos de mães maquiando crianças de um ano - as maquiagens infantis são recomendadas apenas para maiores de 5 anos, e só brilho e blush. Já vi crianças com botas Over the Knee, roupas justas com modelos de adultos. Já vi crianças de biquinis com apelo sexual. Claro que cada mãe é responsável pelo seu filho e tem o direito de escolher a roupa ou os acessórios que ele deve usar. Mas vamos apelar para o bom senso?

Depois de apenas começarmos com essa simples reflexão, vou mostrar algumas fotos retiradas das redes sociais, que mostram algumas meninas usando o look sensação do momento: blusas ciganinha (aquelas com elásticos e que são usadas abaixo do ombro e com a barriga de fora), combinando com calça flare (aquela que fica justa na perna e tem a boca larga). Uma foto mais medonha que a outra. Fiquei horrorizada porque além do look ser bem adultizado, eles não são nada confortáveis para crianças. 


Essas crianças são uma fofura. E eu não estou expondo aqui nenhuma delas antes que alguém diga alguma coisa. Não tem nome, não tem rosto, não tem nada que as identifique. O que eu quero mostrar? Vamos lá!

Na primeira foto gostaria que alguém me respondesse como uma criança conseguiria brincar ou correr com uma calça dessa. O modelo flare é lindo, mas sinceramente? Essa ai ficou cafona demais porque está muito longa. Agora a blusa. Gente, quase mostrando os "peitinhos" da criança!

Já no segundo look eu confesso que AMEI a estampa da calça. Amo um floral. Se estivesse um pouco mais ajustada com comprimento estaria perfeita para o uso. Só não gostei mesmo foi da barriga de fora. Isso deixou o look adultizado.

No terceiro look temos cores muito fortes. Faltou harmonizar mais. Talvez um azul em tom coral deixasse o look mais suave. E, novamente o comprimento da calça. Pecado mortal gente! Isso sem falar na tal da ciganinha. Se ela tivesse uma alcinha, lacrava, porque não deixava o ombro todo de fora e deixaria o look mais delicado e confortável.

Então a dica para quem usar flare, que claro, é tendência e está sim liberado para as meninas é: cuidado na hora de harmonizar as peças, o comprimento e também a largura. Não precisa ser aquelas enormes não. Essa combinação ficou perfeita. Serve como inspiração:


Agora voltando à nossa reflexão:
Você já reparou que cada vez mais as crianças estão ficando precoces? Aos seis anos ganham celulares, aos dois já escolhem a própria roupa, aos nove já não querem mais beijo dos pais na frente da escola, e por ai vai.

No meu tempo eu subia em árvore, andava de bicicleta, brincava de queimada ... eu sim tive uma infância. As roupas eram escolhidas pela minha mãe, assim como calçados e acessórios. Me sinto quadrada hoje por pensar assim? De forma alguma! Acho que a exposição demasiada de crianças vestidas como adultas e tendo comportamento como tal estão exageradas. De quem é a culpa? (a pausa agora é para a sua reflexão)

Penso que tudo tem a sua idade. E por que não respeitá-la? Vamos deixar as crianças fazerem aquilo que elas gostam e sabem fazer: serem simplesmente crianças!


Essa imagem demonstra muito bem o que eu quero dizer. Criança vestida como criança e brincando como criança. E tem mais, criança não namora nem de mentira! Vamos abrir os olhos e nos conscientizar de que elas terão muito tempo para serem adultas e com isso assumir novas responsabilidades. Mas agora, o que vale é a diversão!

Todas as imagens são reproduções
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Especial Look All Jeans para crianças

O jeans sempre foi uma peça coringa no closet dos adultos, por ser uma peça versátil, que cai bem com tudo e para ambos os sexos. Ao vestir um jeans escuro, uma t-shirt básica branca e um mocassim eu já me sinto super na moda, além de me sentir confortável e achar o look bacana para várias ocasiões. E acho essa combinação super estilosa para as crianças também. 

Com o passar dos tempos, e com a modernidade ganhando cada vez mais espaço nos looks e dos closets dos pequenos e das pequenas, as peças em jeans deixaram de ser apenas tendência e se tornaram moda, independente da estação. E para essa última temporada o look all jeans (tudo jeans), chegou com força total e vem ganhando cada vez mais espaço nos corações das mamães e dos pequenos. Ah, como eu estou gamadinha nessa nova tendência que veio pra ficar!


O bacana do jeans é que você encontra um leque de opções e junto com a sua criança você pode fazer as suas escolhas, tendo ainda a possibilidade de montar várias combinações diferentes usando apenas algumas peças. De tecidos mais moles, lisos ou estampados, com babados, bordados, mangas, alças, dos clássicos aos mais moderninhos como os jeans destroyeds, que estão super em alta, ou os irreverentes com bordados ou barras dobradas, a verdade é que as peças fazem sucesso SEMPRE!



Atualmente o jeans é usado e visto como uma peça descolada e atual, principalmente quando falamos em looks de criança. É uma peça básica, mas ao mesmo tempo a mais fashion que existe! E esse combo all jeans deixa o look super fashion, descolado e irreverente, sem descaracterizar o estilo próprio da criança. 


As blusas ciganinhas estão super em alta, mas essa em tecido jeans mas molezinha é perfeita! Primeiro porque as alças não deixam que a blusa fique caindo. E os babados imprimem muito charme e modernidade na produção! E pra lacrar, um jeans destroyed com barras dobradas que também estão super em alta.


E claro que eu jamais deixaria de mostrar todos os detalhes desse look que é da grife Pull-ga Jeans.


E a Lara esbanjou charme durante todo o editorial em fotos lindas!




Criada há 25 anos, a Pull-ga é uma grife especializada em traduzir tendências para o dia a dia das crianças e adolescentes, principalmente quando o assunto é jeanswear. Dividida em três linhas completas, a marca veste do bebê ao número 18.

São peças inovadoras, que garantem bom caimento e conforto e, claro, estilo de sobra, impresso em pequenos detalhes que fazem toda a diferença. E isso vocês puderam conferir em todos os cliques desse editorial que ficou um arraso. E aproveitem para conferir também mais fotos lá no instagram @ariane_baldassin.


Lara usa:
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O que você considera uma traição? Existe um antídoto?

Basta uma pesquisa rápida pela internet sobre o tema "traição" e você logo se vê "engolido(a)" por uma série de informações relacionadas ao tema. Nesse artigo eu proponho uma abordagem aprofundada sobre o tema, não apenas do ponto de vista da relação a dois, ao qual o assunto é mais estreitamente ligado, mas sim do tema de uma forma geral, fazendo-a(o) refletir: o que é traição pra você?

Para iniciar o tópico, tanto quanto a reflexão, vamos a definição do termo, segundo o dicionário:

traição (a-i,ai/)

substantivo feminino
1. quebra da fidelidade prometida e empenhada por meio de ato pérfido; aleivosia, deslealdade, perfídia.
2. jur crime cometido pelo cidadão que, perfidamente, pratica ato que atenta contra a segurança da pátria ou a estabilidade de suas instituições.
3. p.ana. infidelidade no amor.
4. MG MT MS variedade de mutirão em que o fazendeiro que tenciona auxiliar o vizinho chega à casa deste de madrugada, em companhia de trabalhadores, e desperta-o ao som de cantos.

Origem
⊙ ETIM lat. traditĭo,ōnis 'ação de dar, de entregar; entrega, traição'

Para entendermos melhor o assunto, e refletir sobre o tema em questão, proponho a leitura de alguns cases (casos), todos fictícios e utilizamos apenas para os fins propostos nesse artigo.


Case 1: Injustiça
Você se dedicou muito aos seus estudos, e de forma competente conseguiu uma vaga de trabalho em uma empresa sólida de grande renome. Trabalhou por longos dois anos, desenvolveu ali um bom trabalho e assim que surgiu uma oportunidade de promoção resolveu elaborar um projeto para reduzir custos, com boas ideias de implementações de melhorias. Esse projeto poderia lhe render a promoção. Você então resolveu compartilhar suas ideias com a sua melhor amiga de trabalho, na esperança que ela lhe pudesse agregar algo novo. Afinal, ela trabalhava lá há mais tempo, e ao que tudo indicava, não almejava crescer na empresa. Passados alguns meses, o chefe imediato marcou uma reunião com a equipe, e nesse momento nomeou a sua melhor amiga para o novo cargo, explicando as boas ideias que ela havia tido para na implementação de melhorias para reduzir custos. Essas ideias, na verdade eram suas!

Case 2: Desrespeito
Você compartilhou cinco anos de sua vida com uma pessoa que, acreditava, ser a pessoa certa para passar o resto de sua vida. Não foi um uma "ficada", não foi um "namorico". Foi um namoro sério de cinco anos. Foi um parte importante da sua vida, que deu um salto para um noivado. E esse salto foi tão importante que assim que se tornaram noivos, notou que o comportamento do seu companheiro(a) mudou. Ele ou ela ficou mais distante. Então, em um papo sério, você foi surpreendida com uma confidência: nós éramos simples namorados, mas agora somos noivos. Isso significa que agora é sério, que vamos construir uma vida a dois, que teremos que nos casar! Abro aspas aqui "Oi? os outros 5 anos eram de brincadeirinha? você estava brincando com a minha vida, me fazendo perder tempo, inclusive de conhecer outras pessoas, de ser reconhecida, de encontrar alguém que me levasse a sério?". Mas tudo bem, depois de algumas semanas o seu parceiro ou parceira volta e, arrependido te pede desculpas, pede pra voltar.

Case 3: Mentira
Você conhece José. Ele é uma pessoa legal. Sempre aparece nos horários marcados, me respeita, é um homem bom. Chega sempre bem arrumado, é uma pessoa alegre. Só uma coisa não me agrada. Ele sempre chega "mascando cravo". O amor é tão forte e intenso que depois de apenas dois anos de namoro resolvemos nos casar. E ai tudo muda. José acaba mostrando seu verdadeiro lado: o lado de um homem mal, vingativo, desencadeado por um mal ainda maior: o da bebida! Ele é um alcoólatra. Agora sei o motivo de tanto cravos que carregava no bolso, e que não precisavam mais ser escondidos.

Case 4: Rompimento de Promessas
Nascemos um para o outro, assim diz o casal. Seremos fiel até que o nosso relacionamento acabe ou que a morte nos separe. Mas basta um desgaste no relacionamento, um discussão, um mal entendido ou mesmo uma boa oportunidade e lá está uma das partes rompendo o acordo. Muitas vezes ao acaso, outras com o melhor amigo do namorado ou a melhor amiga da namorada. Às vezes um caso passageiro, muitas uma vida dupla. 

Depois desses quatro cases gostaria que você fizesse uma pequena pausa para reflexão e respondesse para si. Qual, ou quais desses casos podem ser considerados traição?


Um estudo de 2013 realizado pela Universidade de Michigan quis saber a resposta para a pergunta  "O que é traição", pesquisando pessoas para classificar 27 comportamentos diferentes, entre aspectos sexual, erótico e financeiro, dentro de uma escala de 1 a 100. A pontuação "1" indicava que a pessoa não achava que o comportamento era traição se o parceiro ou a parceira fizesse tal comportamento com outra pessoa, enquanto uma pontuação de "100" indicava uma traição clara. E sabe o que mais chamou a atenção? É que não existe uma definição direta de traição, a não ser aquele que está relacionada diretamente com o sexo. E mesmo assim ainda há contradições. E isso me parece tão estranho.

Como não considerar traição o caso da amiga que se aproveitou da confiança da colega para conseguir a sua promoção? Como pôde uma pessoa "roubar" cinco anos da vida de outra alegando que era um simples namoro? E a outra simplesmente esconder a sua verdade face da maldade até o casamento? Ah, mas quando falamos em sexo! E aí vem o sexo frágil da mulher... 

Apesar de a traição ser um conceito que grande parte das pessoas considera errado, definir exatamente o que é ser infiel não é tão simples. Para a maioria dos homens fazer sexo pela internet, ou buscar sexo pago não é considerado traição, enquanto que para a mulher, qualquer tipo de sexo é considerado traição e ponto. Mas por que esse assunto é tão contraditório? Justamente porque ele possui sua base nos preceitos da moral, da ética e das crenças que cada pessoa carrega dentro de si.

Sabemos que a moral é tudo aquilo que a pessoa carrega dentro de si, aquilo que ela acha correto ou não, dentro das crenças que acredita. Por exemplo. Usar um piercing ou ter uma tatuagem pode ser imoral para você mas é moral - e não é crime algum - para muitas pessoas. A moral é o conjunto de regas adquiridas através da cultura, da tradição e da educação da pessoa e por isso pode ser passado de geração para geração. Já a ética  

Vamos então agora falar da segunda parte desse artigo. Será que existe um antídoto para a traição?


Infelizmente as mulheres são as que mais temem com as traições. Estudos apontam que mais de 90% das mulheres dizem que esse é o maior fantasma de suas relações. 

Segundo a Orientadora emocional Camilla Couto, o grande dilema é: “não podemos controlar o comportamento de nossos parceiros e é justamente da tentativa de controle que nascem tantas decepções”. Mas, então, se não podemos controlar o que eles fazem ou deixam de fazer, seremos inevitavelmente traídas? Para Camilla, a resposta é: não! “Traição é um veneno, sim, mas que aparece por razões diversas, especialmente por um descompasso entre o casal. E sabe qual o antídoto para essa realidade? A verdade!"

Nós mulheres somos dedicadas em tudo que fazemos. Seja no trabalho, no lar, com os filhos e com os nossos parceiros. E como sofremos como não conseguimos dar conta de tudo né? É inacreditável como conseguimos sempre passar uma energia de que somos um leão, de que damos conta de tudo - e de salto alto - mas ao mesmo tempo que precisamos ser acalentadas, ouvidas, porque sim, somos seres frágeis e precisamos de cuidados. A maioria de nós não sabe lidar nada bem com uma traição e sabe qual delas mais pega? A traição sexual, porque a base de toda família está no pilar marido-mulher. Ela precisa dele para manter a família forte e se manter segura.

E uma coisa é certa: não há espaço para a traição quando o relacionamento anda às mil maravilhas. E se a relação não vai bem, certamente há algo que não está sendo comunicado – por uma das partes ou por ambas – ou seja, há algo oculto”. A orientadora, Camilla Couto, explica ainda que, quanto mais nos conhecemos e conseguimos transparecer nossos valores, desejos e opiniões de forma amorosa, menos turbulências há no relacionamento. “Existe uma preciosidade infinita em vivermos a nossa verdade”, diz ela. Mas será que isso realmente impede uma traição?

“Obviamente, há casos e casos. Mas quando vivemos em verdade, tudo fica mais claro. Quando nós optamos por ‘jogar limpo’ sob quaisquer circunstâncias e independentemente das atitudes do outro, também fica mais fácil de detectar se ele também está em verdade”, reflete Camilla. E, para ela, se há a possibilidade da traição acontecer mesmo assim, ao menos saímos com a certeza de que fizemos a nossa parte. “Saímos também menos machucadas, até porque, antes da traição acontecer, já tínhamos uma visão mais realista sobre o andamento da relação”, explica ela. Isso não acontece quando optamos por não transparecer nossos sentimentos, objetivos e anseios claramente.

Camilla enfatiza: “se somos verdadeiras, atraímos também pessoas que se impulsionam a ser verdadeiras. Quando comunicamos de maneira clara e impomos limites, quem não se enquadra no perfil de relacionamento que desejamos, rapidamente vai embora. Ao sermos verdadeiras, vivemos relações igualmente verdadeiras, nas quais as chances de uma traição diminuem drasticamente”.

Para escrever essa segunda parte busquei a ajuda da Camilla Couto, é Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos. Criadora/ autora do Blog das Amarildas e fundadora do PAR - Programa Amarildas de Relacionamentos. Orientadora emocional, Terapeuta Floral (TF-153-17/SP) e Contoterapeuta, viveu durante 8 anos no exterior conhecendo diferentes culturas e comportamentos. No blog amarildas.com.br, compartilha seus estudos sobre amor, relacionamentos e dependência emocional - com o propósito de promover mais entendimento sobre esses temas e de incentivar as mulheres a se amarem e valorizarem cada vez mais.

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