Aborto: você é a favor ou contra?

A gravidez ocorre no período fértil da mulher, quando o óvulo está pronto para ser fecundando. Assim que ocorre uma relação sexual, os espermatozoides do homem começam uma corrida desenfreada para chegar até o óvulo e o melhor de todos, o mais rápido e assim considerado o mais saudável é aquele que penetra no óvulo. Assim ocorre a fecundação.

Muito se questionam quando esse óvulo fecundado, que se transforma em embrião, começa de fato a ter vida. "Primeiramente é preciso definir quando tem início a vida, o que encontra explicação na embriologia, ciência que estuda o processo de desenvolvimento do ser humano desde a concepção até o nascimento. Essa ciência demonstra que desde o início da formação da vida humana, temos todos os elementos de um ser único, diferente de qualquer outro. Até a 7a semana, ocorre a expansão do ser humano, quando a mulher muitas vezes sequer sabe que está grávida. Não há sequer certeza se o córtex cerebral esteja formado exatamente na 12a semana ou antes. ", afirma a advogada Regina Beatriz Tavares da Silva.

O fato é que ao final do primeiro mês o bebê já é do tamanho de um grãozinho de arroz. Já existe uma vida ali, pois nessa fase o seu cérebro, coração, sistema nervoso e coluna vertebral já estão se formando. Já com dois meses de gestação, o bebê já tem a cabeça bem grande, os olhos, as orelhas e a boca começam a aparecer. Com três meses o cérebro, estômago, intestinos, ossos e músculos já estão mais desenvolvidos e passando a trabalhar em conjunto. O corpo já está quase pronto. A partir desse momento ele é chamado de feto.


É impossível tratar do tema aborto sem gerar polêmica. Algumas são a favor, mas a maioria da população brasileira é contra, por considerar, assim como previsto em lei, que esse é um crime contra a vida, e portanto uma eutanásia.

O que diz a lei
A Constituição Federal permite o aborto apenas nos seguintes casos: quando a vida da mãe está em risco ou quando a gravidez é resultado de estupro. O STF (Supremo Tribunal Federal) permitiu o aborto em caso de anencefalia. Há possibilidade de interromper a gravidez também, quando o feto não tem condições de sobreviver, ou seja, se o cérebro não se desenvolve, condição chamada anencefalia.

Tendo planejado ou não, sendo casada ou solteira, adolescente ou mulher, a verdade é que a gravidez é um processo natural, para o qual o corpo da mulher está preparado desde quando estava se desenvolvendo dentro da barriga da sua mãe. Mas se você não está preparada para os inúmeros desafios que a maternidade lhe trará, poderá ficar na dúvida: quero ou não esse bebê?

É simplesmente muito fácil dizer sim ao aborto quando você já nasceu. Afinal, a vida é sua e você tem poder sobre ela. Será? Então surge a questão:  Se você não desejava um filho, por que não se preveniu? 


Nunca devemos julgar uma mulher grávida porque nunca sabemos o outro lado da história. O fardo que a pessoa carrega, os desafios que ela teve e que terá que enfrentar. Mas sinceramente? A imagem acima é chocante! Como pode uma mulher grávida pedir a legalização do aborto? Não quer ter um filho? Simples! Faça sexo seguro usando camisinha, use métodos anti concepcionais ou não faça sexo. Em um mundo onde existem inúmeras formas de se evitar uma gravidez é inconcebível ver uma cena como essa! Triste demais.

Sabemos que o Brasil é carente de infra estrutura, saneamento, educação, habitação e que ainda existe a necessidade de uma ação conjunta de toda a sociedade para diminuir o número de gestações não planejadas. Partindo desse princípio é importante a conscientização e o trabalho de toda a sociedade no sentido de evitar a gravidez indesejada. Como exemplo de ações que poderiam diminuir o número de mulheres que recorrem aos abortos ilegais, existe a necessidade imediata de ações, coordenadas pelo Estado, de planejamento familiar e uma propaganda mais efetiva que mostre à população os diversos métodos anticoncepcionais existentes, além de sua distribuição gratuita, sobretudo aos mais carentes.

Vemos pessoas sem o mínimo possível de condições básicas para manter uma estrutura familiar saudável, com três, quatro, cinco ou mais filhos que passam os dias na rua. E aí mora o perigo. Viram pedintes em semáforos, fogem de casa por maus tratos, perambulam pelas ruas maltrapilhos, passamo frio, sede, calor e fome. Sim, o sistema brasileiro está falido. Se tivéssemos o mínimo de condições de educar jovens e adolescentes sobre o sexo, muita coisa seria diferente. 

Quando falamos em gestação, não estamos falando apenas da mulher e mais de uma vida, ainda no ventre de sua mãe. Uma criança que terá uma vida fora dela. Será justo tirar isso dela, se nem ao menos ela pediu para vir ao mundo?

O mais triste é que em muitos casos, principalmente em gravidez não desejada por adolescentes, é que o pai da criança seja um omisso. Não queira saber do bebê e segue a sua vida como se não tivesse sua participação na criação dessa nova vida. Com certeza para um mulher, principalmente as mais jovens, se sentirem desamparadas. Outras, pelo medo de contar a família tentam desesperadamente realizar um aborto.

No Brasil foi publicado em 2010 a Pesquisa Nacional do Aborto. Os pesquisadores da Universidade de Brasília (UNB) realizaram a pesquisa com mulheres entre 18 e 39 anos, alfabetizadas e residentes nas áreas urbanas. É possível que os números sejam ainda maiores se considerar mulheres não alfabetizadas e de áreas rurais. Alguns dados da pesquisa:

* 55% das mulheres precisou de internação por complicações decorrentes do aborto;
* 48% das pesquisadas referiu ter usado medicamentos para abortar;

* 13% delas relatou ter feito aborto entre 16 e 17 anos;
* 16% entre 18 e 19 anos;
* 24% entre 20 e 24 anos.

Massagens que podem provocar aborto, chás, remédios abortivos e até mesmo abortos realizados em clínicas clandestinas - já que o aborto ainda é considerado ilegal - põe em risco não apenas a vida do bebê mas também da mãe. Nos próprios noticiários já pudemos acompanhar casos em que a mãe, ao tentar abortar, acabou morrendo. Mas voltaremos ao assunto principal: o da vida, ao direito de viver.

Há estudos que demonstram que o feto pode sentir dor. Por esse motivo, muitos consideram que deveria ser totalmente proibido, principalmente, em estágios mais avançados da gestação, que tornam o aborto mais complicado.

Nada impede que uma grávida que não deseje ter um filho, ainda mais em casos de bebês que desenvolvam alguma doença ou que tenham sido gerados com síndorme de down, siga com a sua gestação até o final. Existe a possibilidade de entregar a criança para doação. Sabemos que no Brasil, embora o processo de adoção seja extremamente burocrático, há uma fila enorme de famílias que sejam adotar. Essa é uma maneira de garantir a vida, e dar a oportunidade a essa nova criança de viver, se desenvolver e se tornar um adulto.

Há de se considerar, por outro lado, que muitas vezes as grávidas, ao darem a luz, acabam abandonando suas crianças. São inúmeros relatos de crianças recém nascidos que foram abandonados em caixas de papelão na rua, em banheiros públicos ou simplesmente jogadas na lixeira. Essa também é uma forma de aborto, já que esses bebês são deixados, praticamente, para morrer. Muitas mães que resolvem ficar com o filho, muitas vezes, por não desejarem a gravidez, acabam cometendo maus tratos, o que é ainda pior. Bebês com dias de vida sendo espancados, crianças sendo rejeitadas, queimadas com bituca de cigarros, deixadas nas ruas. Infelizmente essa é uma realidade da qual a sociedade não pode simplesmente fechar os olhos. Mas essas crianças também estão amparadas pela lei. O conselho tutelar supervisiona esses casos, que inclusive, podem ser denunciados de forma anônima por qualquer pessoa.

Se você não deseja o bebê que está se desenvolvendo dentro de você, não cometa o crime da eutanásia. Não quer ficar grávida, previna-se. Estando grávida, coloque o filho para adoção assim que ele nascer. Todos nós temos direito a vida, e isso está na constituição brasileira.



O aborto envolve questões morais, éticas, religiosas e outras que tornam o assunto muito complexo e polêmico. É muito importante saber dos riscos que representa para a saúde da mulher e das consequências que isso pode trazer para o resto da sua vida. Diga não ao aborto, e diga sim para a vida!
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