Campanha do Agasalho 2018: É tempo de doar!

É muito triste quando assistimos pela televisão as condições pelas quais são submetidas as famílias refugiadas da guerra, em uma triste tentativa de deixar o seu país e buscar um novo lar. Muitos morrem durante o trajeto, outros se perdem, mulheres e crianças são submetidas a abusos. E ainda alguns países colocaram barreiras para não permitir que eles entrem em suas terras.

A guerra na Síria tem chamado muito a atenção nas últimas semanas. Os ataques tem deixado centenas de feridos, em sua maioria crianças. Sim! Crianças, que deveriam estar protegidas em seus lares sendo apenas crianças! Elas não podem brincar ou ir à escola. Vivem com medo e em condições insalubres, sem ter o que comer ou vestir.

No Brasil não estamos em guerra, mas basta uma volta de carro pela capital de São Paulo, por exemplo, para ver centenas de acampamento de pessoas sem lar. Elas dormem no chão, desprotegidas! Passam frio, calor, fome e ainda tem que conviver como fantasmas frente a sociedade. E eu tenho certeza que ai na sua cidade você deve ver alguns deles vivendo nessas condições. Isso sem falarmos de famílias que tem um teto, mas que estão prestes a serem despejadas porque não possuem dinheiro para o aluguel. Outras, vivem com tão pouco que mal conseguem colocar comida à mesa. 

É muito cômodo para quem está de fora. Afinal, não é você e não sou eu quem está lá, passando fome ou frio. Confesso que isso me deixa indignada, porque o papel de fornecer princípios básicos como saneamento básico, educação, segurança e saúde é do governo. Nós não deveríamos ter que nos preocupar em dar dinheiro ou cesta básica quando uma instituição não governamental liga na sua casa pedindo ajuda. Não deveríamos sequer ter que ver cenas chocantes como uma criança maltrapilha pede dinheiro no semáforo. Quem deveria cuidar disso é o Estado, a Federação pois pagamos impostos. E sabe o que mais me deixa furiosa? Saber que o dinheiro que deveria ser enviado para instituições de saúde, educação, segurança, entre outras, está indo para o bolso de corruptos. Que Deus não tenha misericórdia deles, pois são assassinos a sangue frio.

Mas apesar de tudo, acho que como cidadãos de bem devemos fazer a nossa parte. Um trabalho de formiguinha mesmo. Um pouco aqui, outro ali e se cada um fizer a sua parte podemos oferecer condições um pouco melhores para quem precisa. 

Já estamos no outono e o inverno logo chega. Essa é a hora de você retirar do seu closet ou guarda roupa as roupas de frio para lavá-las e deixá-las prontas para uso. Que tal separar algumas peças para fazer doação? Doar não é dar aquilo que está velho ou manchado ou rasgado. Doar é dar aquilo que você usaria. Isso faz parte da boa ação.

Na última sexta-feira, dia 23, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, acompanhada do governador Geraldo Alckmin, realizou o lançamento da Campanha do Agasalho 2018. E olha só que bacana: o evento aconteceu no Parque da Mônica, localizado na zona sul da capital, e contou com a presença do criador da Turminha, Mauricio de Sousa, o diretor da Mauricio de Sousa AO VIVO, Mauro Sousa, além dos parceiros das Secretarias de Estado, autarquias, iniciativa privada e sociedade civil e 300 crianças do projeto Casa da Solidariedade, do Fundo Social, que foram convidadas para passar uma tarde de muita diversão. Já é um bom começo não é?


A Campanha deste ano conta com uma novidade: a participação da Turma da Mônica, que estará presente em todas as peças de comunicação , incentivando a população a participar com o slogan "É tempo de doar!". "A Turminha tem um lugar especial no coração não só das crianças, mas também da geração que um dia foi criança e se lembra com carinho das histórias da Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Histórias que falam sobre o valor da amizade e da importância do respeito ao próximo, conceitos que estão em total sintonia com os propósitos da Campanha do Agasalho", afirmou Lu Alckmin.

Para Mauricio de Sousa, as pessoas em situação de risco precisam estar preparadas para o tempo de inverno que vem aí. " A Campanha do Agasalho é importante e necessária para atingirmos este objetivo. Junte-se à Turma da Mônica nessa ação humanitária do Governo do Estado. Acrescente seu toque de calor humano a essa campanha”.

Marcelo Beraldo, diretor executivo do Parque da Mônica, Marcelo Kheirallah, CEO do Grupo São Joaquim, Mauricio de Sousa, cartunista e fundador da Mauricio de Sousa Produções, Lúcia França, mulher do vice governador de São Paulo, Lu Alckmin, Presidente do Fundo Social de Solidariedade e primeira dama de São Paulo e Geraldo Alckmin, Governador de São Paulo.

Como participar da Campanha do Agasalho
Para participar como um posto de arrecadação, o interessado deve preencher um formulário no site www.campanhadoagasalho.sp.gov.br, que estará em funcionamento a partir de 26 de março. Após o cadastro, o material de divulgação (caixas e cartazes) deverá ser retirado no depósito do Fundo Social, localizado no Jaguaré, na zona oeste da capital. Para aqueles que desejam doar uma peça de roupa ou cobertor, o endereço dos locais de coleta estarão disponíveis no mesmo site.

O período de conscientização da Campanha é de dois meses, mas o Fundo Social recebe doações durante todo o ano em seu depósito. As peças arrecadadas são destinadas para os municípios do Estado e para as entidades sociais da capital cadastradas no Fundo Social, além de hospitais e albergues, que se encarregam de distribuí-las para o público em situação de vulnerabilidade social.

No ano passado, mais de 8 milhões de peças foram arrecadadas e distribuídas para 258 municípios e 281 entidades sociais que solicitaram a doação ao Fundo Social.

Mas você pode doar ai mesmo, na sua cidade. Sempre conhecemos alguém que precisa. Eu guardo algumas roupas da Lara para a Lia, mas outras eu já tenho uma pessoa para a qual costumo doar. Já as roupas da Lia eu divido entre três outras crianças que moram na vizinhança e que precisam. As minhas roupas e as do meu marido normalmente doamos na igreja ou mesmo nas caixas distribuídas em pontos estratégicos pela cidade, normalmente coordenada pelas prefeituras, instituições de caridade ou mesmo a guarda. O importante é ajudar sem saber a quem, pois tudo que plantamos um dia colhemos. Pense nisso!

Abra o seu armário e o seu coração e aqueça o coração daquele que tanto precisa da sua ajuda! Vamos fazer uma corrente do bem pois junto somos sempre mais.
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