Tabu ainda é principal obstáculo para combate ao suicídio


Algumas coisas me soam estranhas, até parece que não evoluíram como a tecnologia ou com a ciência. Estamos em pleno século XXI e muitas pessoas ainda não aceitam o fato de que depressão é doença! Isso mesmo, basta você ouvir alguém dizer que faz tratamento com anti depressivos que as pessoas já começam a te olhar com outros olhos, a te ver como uma pessoa "maluca". Outras, tratam o assunto com pouco caso, outras até ironizam achando que isso é frescura.

Bom, que já passou por isso ou quem já teve alguém na família com esse problema sabe que depressão não é frescura, que é doença e que é sério! Que a pessoa precisa muito mais do que remédios. Que ela precisa acima de tudo aceitar o seu problema, precisa de apoio dos que estão mais próximos para poder seguir em frente e que a terapia é um passo fundamental para conseguir se livrar dos medicamente. Uma vez com depressão, você pode fazer o tratamento, ficar longe dos remédios por um tempo, mas pode voltar a "cair no poço" novamente. Mas o porquê disso?

Todos nós nos sentimos, vez ou outra em nossas vidas, tristes ou deprimidos. Essa é uma reação natural à perda, por exemplo, aos desafios da vida ou até mesmo à baixa auto-estima. Mas muitas  vezes esse sentimento de tristeza se torna intenso, dura longos períodos e retira a pessoa da vida normal. É aí que vem a depressão, o mais comum dos transtornos mentais. Mas como eu disse, ela não é frescura e é uma doença tratável. Os tipos de depressão são: clássica, distimia, transtorno bipolar e sazonal.

A Organização Mundial da Saúde calcula que, em vinte anos, a depressão ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam. E, em função disso, foi criado o setembro amarelo, como um chamado de alerta ao suicídio, que também é um tabu. E foi justamente nesse mês, que eu perdi um grande amigo, que sofria de transtorno bipolar, que por ser chamado de louco, resolveu parar de tomar seus medicamentos, cansou de ser julgado, mas sozinho, isolado e com uma série de problemas com os quais não soube lidar sozinho, achou uma única saída para seus problemas: tirar a sua própria vida. E é por isso mesmo que eu escrevo esse post, como um alerta, como uma forma de ajudar você ou alguém da sua família que procura ajuda.

Reconhecer que você está com depressão não é fácil, digamos que esse seja o maior obstáculo para diagnosticar e tratar a depressão, e para isso você precisará de um profissional de gabarito: o psiquiatra. O psiquiatra tem um papel difícil, ele não tem como fazer uma tomografia, uma ressonância, um raio X para diagnosticar ou medicar você. Ele vai conversar, ouvir seus problemas e nem sempre vai acertar na medicação no primeiro momento. Mas acredite e persista sempre.

Infelizmente, aproximadamente metade das pessoas que passa pela depressão nunca tem a doença diagnosticada ou tratada. E isso pode ser uma ameaça: mais de 10% das pessoas que têm depressão se suicidam. Aqui estão alguns sinais aos quais você deve ficar atento: Tristeza, Perda de interesse por coisas que antes você gostava, Falta de energia Dificuldade de concentração, Dificuldade de tomar decisões, Insônia ou sono em excesso, Problemas no estômago ou na digestão, Sentimento de desesperança, Problemas sexuais, como a falta de interesse, Dores, Mudança no apetite, levando ao ganho ou à perda de peso, Pensamentos de morte, suicídio e auto-mutilação e Tentativa de suicídio.

Nesse mês da campanha brasileira de combate ao suicídio – a Doctoralia, plataforma que conecta profissionais de saúde e pacientes, conversou com especialistas para desvendar os principais estigmas sobre esse assunto. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016 o Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio, número 2,3% maior do que o registrado no ano anterior. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 322 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, transtorno mental mais associado ao risco de suicídio, sendo 11,5 milhões de brasileiros – deixando o país em quinto lugar do mundo entre os mais afetados e em primeiro quando se fala de América Latina. 

Entre as principais questões, o tabu e o preconceito existente em relação aos transtornos mentais ainda são as principais barreiras ao tratamento. “É possível observar uma mudança de mentalidade, mas ainda precisamos melhorar muito. Esse cenário não está tão ruim como era há 20 anos, mas na prática vemos muito preconceito, às vezes isso vem do próprio paciente”, destaca o psiquiatra e membro da Doctoralia, Rafael Dias Lopes. “Por ser uma doença de ordem mental, acontece de a pessoa ser subestimada, questionada e até ter seu problema minimizado e relativizado”, completa a psicóloga especialista em saúde mental e membro da Doctoralia, Tatiane Paula Souza.

Os profissionais são unânimes dizendo que o primeiro passo do tratamento é acolher a pessoa que se encontra em situação de risco. “Ela precisa sentir que pode falar sobre o que está sentindo, que não será julgada por isso e nem terá seu problema tratado como frescura”, pontua Dr. Rafael Dias Lopes. “A pessoa que está em sofrimento e chega a verbalizar que tem vontade de sumir ou que não aguenta mais viver, precisa se sentir acolhida, o que não acontece geralmente. É preciso entender que não se trata de uma pessoa fraca, pelo contrário, ela é corajosa e está buscando ajuda”, completa Tatiane.

Dúvidas comuns
Dentro da plataforma, a Doctoralia dispõe do serviço “Pergunte ao Especialista” - que permite tirar dúvidas sobre saúde, de forma gratuita e anônima. A maior parte das dúvidas relacionadas a esse assunto são sobre as medicações para o tratamento da depressão. Entre elas é possível observar questionamentos sobre quais são os riscos de dependência e os efeitos colaterais de medicamentos para tratamento dessa patologia. 

Os especialistas esclarecem que existem diversos transtornos mentais que podem estar associados ao suicídio e a necessidade de medicação varia de acordo com o caso, portanto somente um médico pode avaliar o paciente e medicar de acordo com o quadro de cada um. “A depressão é a causa mais conhecida para o suicídio, mas não é a única. A pessoa precisa passar por uma avaliação para se estabelecer o diagnóstico, depois disso é possível discutir a medicação, dosagem e duração necessária de tratamento. Também é importante unir o acompanhamento do psiquiatra com o tratamento psicológico”, pontua Dr. Rafael. 

De forma geral, todos os profissionais sinalizam que é essencial observar os sinais que podem indicar mudanças comportamentais de uma pessoa com risco de suicídio e buscar ajuda profissional é fundamental. “O isolamento, por exemplo, pode ser um forte indício. Se a pessoa muda muito o seu comportamento habitual, abandonando as coisas do dia a dia, não quer conversar, chora muito, fala sobre morte ou faz referências ao suicídio, é essencial consultar um profissional o quanto antes”, aponta Dr. Rafael. A psicóloga Tatiane sinaliza ainda que os sinais podem ser discretos e não verbais. “A pessoa pode apresentar bastante ambivalência, pois existe um conflito interno. De modo geral, o comportamento é marcado por um sofrimento intenso, com traços de desesperança e desamparo”.

Sobre a Doctoralia
Parte do Grupo DocPlanner, a Doctoralia é uma plataforma que conecta pacientes e profissionais de saúde, proporcionando uma experiência de cuidados e tratamentos próxima e mais humanizada. A plataforma oferece um espaço para perguntas, troca de opiniões e busca segmentada por especialistas de acordo com as necessidades de cada pessoa. Para os profissionais e centros de saúde, a Doctoralia auxilia no gerenciamento de pacientes, ampliando a presença on-line do profissional e melhorando a eficiência de suas consultas. Para saber mais sobre a empresa visite: www.doctoralia.com.br

Sobre o Grupo DocPlanner
O Grupo DocPlanner, fundado em 2012 na Polônia, oferece serviços para mais de 25 milhões de pacientes por mês e gerencia cerca de 700.000 reservas de consultas mensais. A empresa tem mais de 2 milhões de profissionais disponíveis e 2 milhões de opiniões de pacientes nos 18 países em que está presente.

Acesse: Doctoralia no Facebook: @doctoralia.br
 
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