Escola Carlitos: Um novo conceito em formar cidadãos competentes, autônomos, responsáveis e justos


A maioria do povo brasileiro vive na política do pão e do circo, imposta pelos governantes desse pais que tomam decisões pensando apenas nas necessidades e desejos pessoais. E o resultado? Corrupção, má gestão, população até o pescoço de dívidas e impostos para pagar. Isso sem falar na fome, na falta de saneamento e segurança e principalmente na falta de educação.


Na verdade o maior mal desse pais é não formar um cidadão competente, aquele que pensa em si sem esquecer dos outros. Sabe que as suas ações tem impactos e mesmo sendo autônomos, são responsáveis e justos. As escolas públicas aumentam cada vez mais a carga horário de seus alunos, com o único intuito de retirá-los da rua e esperando que com isso a marginalidade diminua. Mas cadê recursos? Salas de aulas equipadas, banheiros limpos, alimentação adequada e principalmente professores satisfeitos. Impossível fazer um bom trabalho sem todos esses recursos não é mesmo?


A Larinha tem apenas três anos e já vai pra escola. Claro que com essa idade ela aprende brincando. Mas como tratamos a educação de forma séria aqui em casa, estamos sempre pesquisando por metodologias que possam agregar um diferencial na formação. E foi assim que eu conheci o conceito da Escola Carlitos



Há de, em qualquer tempo, a educação escolar se preocupar com a melhoria do convívio humano, e com a democratização da cultura construída pela humanidade criando as condições necessárias para que as novas gerações possam valorizá-la e recriá-la. Tal premissa sustenta em linhas gerais, há trinta e cinco anos, a prática educacional da Escola Carlitos, destinada a indivíduos de um a quinze anos. 


Ao longo de sua escolaridade, os alunos da Escola Carlitos aprendem o conhecimento acumulado historicamente, vivenciando ativamente, com reflexão e engajamento, processo educativo que os considera atuantes na reconstrução desse saber e lhes confere as possibilidades para transformá-lo com autonomia e criatividade mediante questões de seu tempo e senso crítico. Então, forma a Escola pessoas não só preparadas para o mercado de trabalho, mas principalmente para conhecer e pensar sobre sua realidade e transformá-la mediante ideais humanitários e justos. 


Nessa perspectiva, crianças e adolescentes constroem sua identidade a partir da elaboração de representações do mundo, que lhes possibilitam aquisição de aprendizagens relacionadas a conteúdos linguísticos, científicos, artísticos e sociais. Adquirem excelentes e sólidos repertórios socioculturais a medida em que ampliam, organizam e estruturam saberes de diversos âmbitos em ambiente escolar interativo, caracterizado por atitudes desejáveis em relação ao conhecimento e ao bem comum. Dentre tais conhecimentos conquistados, confere-se destaque aos relacionados a linguagem verbal e artística. 


A Escola cultiva de maneira intensa e extensa as habilidades de falar, escutar, ler e escrever em língua portuguesa, propiciando a todos os alunos o uso de sua própria língua, de maneira rica e autônoma em diversos contextos expressivos e comunicativos. Além dessa formação em linguagem materna, considerada prioritária, propicia o conhecimento da diversidade linguística e cultural ministrando em todos os níveis de ensino uma educação plurilinguística representada pelo aprendizado da língua espanhola, francesa e inglesa, contextualizadas em suas respectivas culturas. Comunica-se, então, o aluno da Escola Carlitos nessas várias línguas estrangeiras, podendo vivenciar situações reais de interação que exigem não só conhecimentos linguísticos, mas também socioculturais relativos a condições geográficas, hábitos, criações artísticas. 


No que concerne a formação artística, a Escola possibilita aos alunos a vivência constante de processos pessoais e coletivos de apreciação e criação de Arte – literária e visual – que lhe permitem a aquisição de amplo repertório expressivo mediante o uso da sensibilidade aliada a inteligência. Ao criar livros de ficção, pinturas, esculturas, filmes e outras expressões no campo das artes, os alunos experimentam o fazer da arte, isto é, tornam-se agentes criativos e transformadores da cultura de seu tempo. É nesse sentido que a Escola Carlitos desenvolve o projeto Aprendiz de Cinema, veiculado ao projeto do Departamento Pedagógico da Cinemateca Francesa “Le cinema, cent ans de juventude”, do qual participam escolas de diversos países com o objetivo de desenvolver pesquisa sobre a educação para o cinema. É o caráter específico do trabalho pedagógico em cinematografia que permite à Escola Carlitos participar de tal trabalho internacional de construção e divulgação da metodologia de análise e prática fílmica da infância e adolescência. 


No contexto, cada ano os alunos produzem pequenos filmes – ensaios e os apresentam em festival na Cinemateca Francesa em junho e na Cinemateca Brasileira em agosto. Ocasiões em que os estudantes compartilham seus trabalhos, subtendo-os a apreciação e análise crítica.



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