Convidado pela Fundação Laço Rosa, David Jay chega ao Brasil para fotografar vítimas de câncer para o Scar Project



A Fundação Laço Rosa, em parceria com a ONG Niterói Mais Humana e a Prefeitura de Niterói, traz ao Brasil o fotógrafo David Jay, responsável pelo Scar Project, iniciativa em que mulheres entre 18 e 35 anos, vítimas do câncer de mama e que passaram por mastectomia (retirada total ou parcial dos seios), posam para a lente do fotógrafo, exibindo as cicatrizes da cirurgia. Desde que começou, aproximadamente cem mulheres em diversos países já foram fotografadas; esta é a primeira vez que brasileiras participam da ação. Conhecido por imprimir uma estética intimista, mas ao mesmo tempo cheia de glamour para as suas fotos, David Jay registrará as modelos, sempre nuas ou seminuas, entre os dias 03 e 05 de agosto em suas residências, no Rio de Janeiro e Niterói (RJ). 

Presidente da Fundação Laço Rosa, Marcelle Medeiros fala da importância da vinda do fotógrafo ao Brasil: “Trazer o Scar Project ao Brasil é um sonho antigo que começamos a desenhar em 2012. Acreditamos que através da arte de David muitas pessoas, de idades diversas, serão tocadas e convidadas a repensar sua atitude com a própria saúde e com questões sociais que envolvem a causa do câncer de mama. Queremos provocar o debate e despertar a reflexão diante de fotos tão únicas”, afirma.

Já para o fotógrafo, o projeto pode estimular o debate sobre o câncer: "As mulheres que participam da exposição mostram enorme coragem e compromisso com o projeto. Espero que este trabalho seja instigante para o público no Brasil e que eles possam se envolver um nível que ultrapasse a doença” afirma Jay. 

Selecionada entre mais de noventa perfis e convidada a ser modelo do Scar Project, Viviane Oliveira tirou lições importantes deste momento: “Esta falta temporária do seio me trouxe muitas tristezas, mas também muito amadurecimento. As pessoas, mesmo que neguem, nos julgam e se importam com a aparência. Sobrevivi ao câncer, estou sobrevivendo ao sofrimento. Estou cada vez mais forte”, afirma a socióloga.

Exposição no MAC mostrará resultado do trabalho com as brasileiras

O resultado das sessões de fotos poderá ser visto em outubro, mês que celebra a luta contra o câncer de mama, no MAC (Museu de Arte Contemporânea), em Niterói. "Nosso objetivo enquanto instituição é contribuir com a cidade, tornando-a mais humana. Ocupar os espaços, promovendo campanhas sociais que eduquem, transformem posturas e derrubem preconceitos. Apoiar o Scar Project e a Fundação Laço Rosa é dar visibilidade a histórias de mulheres corajosas, que se despem não só fisicamente, mas despem sua alma e nos ensinam a beleza da vida", explica a presidente da Niterói Mais Humana, Fernanda Sixel, apoiadora da iniciativa.




Scar Project oferece às vítimas um novo olhar sobre a doença

O Scar Project nasceu a partir de uma experiência pessoal de David Jay, que trabalha com moda há mais de 15 anos. Uma amiga do fotógrafo, na época com 28 anos, aceitou posar para ele mostrando o resultado da cirurgia de retirada de um dos seios. Daí em diante, outras centenas de mulheres foram clicadas e as fotos correram o mundo. O Scar Project busca alertar para a detecção precoce do câncer de mama, além de ajudar jovens que passaram por este momento a encarar suas cicatrizes, seus corpos e rostos por um novo ângulo, uma nova lente.

Sobre a Fundação Laço Rosa
Oficialmente criada em 2011, a Fundação Laço Rosa é uma instituição sem fins lucrativos que divulga a causa do câncer de mama. Por meio de seu portal na internet e de suas redes sociais, oferece informações sobre a doença e compartilhamento de histórias. Em três anos, a Fundação Laço Rosa — que nasceu a partir da emocionante história de vida de três irmãs, duas delas vítimas de câncer — contabiliza inúmeras conquistas de suas campanhas de conscientização sobre a detecção precoce de câncer de mama e resgate da autoestima. Uma das ações mais significativas desenvolvidas pela instituição é o Banco de Perucas Online, um projeto pioneiro de doação gratuita de perucas pela internet para pacientes em quimioterapia. Desde sua criação, mais de 700 mulheres de todo o país — com idades entre 16 e 95 anos — já foram atendidas pelo programa; a meta é dobrar esse número até o fim de 2014.

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2 comentários:

  1. já tem alguns anos fiz um trabalho assim aqui em Estrela.. confeccionamos 1 calendário com mulheres, vítimas de Câncer, em poses lindas e sensuais... vendeu 1 monte em benefício da Liga local!! pena que a Liga não quis repetir o feito.... (eles não colocaram 1 tostão, nós - nosso jornal - bancamos tudo + patrocínios q conseguimos.... editamos e imprimimos... a Liga só teve q vender)

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