A Verdade revelada sobre a Low Carb e o Risco de Mortalidade

Eu acho que a gente vive em uma neura constante: é uma neura pra emagrecer, é uma neura pra ter uma saúde invejável, é uma neura pra ser uma mãe modelo. A verdade é uma só: nada é perfeito e essa neura que cresce na gente só nos prejudica.

Outro dia eu vi três reportagens na sequência que sei lá, até me deixaram confusa ... a primeira falava dos riscos da diabetes, que todos já sabem, e de como as pessoas pouco se importam em controlar. E das consequências que isso traz para a vida de quem sofre desse mal. Bom, diabetes é perigoso, todo mundo sabe disso, e se não tratar tem consequências perigosíssimas. A segunda dizia respeito sobre o cigarro, que não faz mal só ao fumante - até aí todo mundo sabia que a fumaça faz qualquer pessoa ser um fumante passivo - mas a reportagem ia além... dizia que o fumante pode transmitir sérios riscos de saúde a todos ao seu redor, pois os resíduos do cigarro ficam nas mãos, nas roupas e no ambiente como o chão por exemplo, quando você toca alguém passa a toxina do cigarro, ou se a criança se senta no local onde você fuma pode se intoxicar com os resíduos. Aí vem a reportagem dizendo que a dieta Low Carb, que ganhou muito destaque nos últimos meses pelos resultados que tem trazido e que, pelo contrário do que muitos pensavam, podem reduzir até quatro anos da vida da pessoa que a faz \0/.

Ai a gente pára pra pensar: puxa, o que eu posso fazer pra ter uma boa qualidade de vida? Vou a academia e se não tiver personal arrebento com o meu corpo. Se compro alimentos com agrotóxico também prejudico a saúde da minha família, se fico depressiva e tomo remédios, me chamam de drograda - porque remédios por si só são drogas! Ufa, eta vida complicada que só nos traz neuras.

Enfim, como essa pauta de Low Carb ainda traz muitas dúvidas, resolvi compartilhar com vocês leitoras um artigo escrito pela Dra. Thayana Albuquerque, nutricionista com 10 anos de experiência, Mestre em Neurociências e Biologia Celular, Pós Graduada também em Geriatria e Gerontologia, Nutrição e Suplementação Esportiva.


No dia 16 de agosto de 2018, foi publicado um artigo na Revista Lancet que causou um verdadeiro alvoroço na comunidade científica e na população em geral. O artigo faz uma associação entre a ingestão dietética de carboidratos e a mortalidade avaliando mais de 15.000 pessoas por 25 anos. Trata-se de um estudo prospectivo e observacional, mas o caos foi causado em todo Brasil pela má interpretação do mesmo. A verdade é que o artigo publicado pela Lancet que disse o seguinte:


"O risco de mortalidade foi menor quando as pessoas consumiram de 50 a 55% de carboidratos do que quando consumiam abaixo de 40% e acima de 70%."



Nesta hora todos os haters da low carb devem ter pulado de alegria, e a partir de então se iniciam as publicações já afirmando que o baixo consumo de carboidratos aumenta a mortalidade. Imagino que a euforia tenha sido tão grande que certamente esqueceram de ler o restante do artigo que ainda no MESMO PARÁGRAFO também dizia:



"O risco de mortalidade foi maior naqueles que ingeriram uma dieta low carb, em que as calorias foram substituídas principalmente por gorduras e proteínas de origem ANIMAL."



Traduzindo, estas proteínas são ricas de gorduras saturadas inflamatórias cujo excesso aumenta a chance de desenvolver diversos problemas de saúde. Mas o risco é maior porque também especula-se que essas pessoas consumam menos vegetais, frutas e grãos que são alimentos ANTIFLAMATÓRIOS! Inclusive o texto ainda afirma que mortalidade DECRESCEU quando a alimentação mesmo baixa em carboidratos estava associada ao consumo de carboidratos complexos, proteínas e gorduras vegetais (as saudáveis) e citam exemplos de castanhas, pasta de amendoim, alimentos integrais etc.



Inclusive na última frase do parágrafo o texto diz claramente "sugerindo que a fonte de comida notavelmente modifica a associação entre a ingestão de carboidrato e a mortalidade".



Mas a falta de tradução da última parte frase fez com que todo o caos se instalasse no Brasil. Mas para que traduzir esse pequeno final de frase se antes disso o artigo já dizia que dieta abaixo de 40% de carboidrato aumenta o risco de mortalidade, correto? Insignificante dizer que tudo depende do tipo de carbo, do tipo de proteínas e do tipo de gordura, sem dúvida!



É claro que nem vamos entrar no mérito que o estudo é apenas observacional, na verdade não há dados exatos do tipo de carboidrato ingerido (complexos ou simples), as dietas variavam entre 500 calorias até 4.200 calorias e os dados foram baseados apenas no que as pessoas relatavam o que certamente não é preciso. Muitos outros fatores podem interferir na mortalidade, e o estudo de forma alguma faz uma relação de causa e feito entre low carb e mortalidade!



Mas com esta a publicação os brasileiros aprenderam várias lições ao mesmo tempo! Que a estratégia "low carb" quando devidamente calculada e prescrita de forma individualizada por profissional nutricionista pode trazer sim benefícios à saúde, e que a "low carb" não deve ser praticada de maneira aleatória, com o objetivo simplório de queimar calorias as custas do alto consumo de proteínas animais e gorduras saturadas, e que esta prática por tempo prolongado pode aumentar o risco de morte. E principalmente, que as faculdades devem ensinar melhor seus alunos a traduzir e interpretar os artigos científicos para que não disseminem ideias errôneas a população. O problema não está e nem nunca esteve no carboidrato, e sim na população que adora disseminar notícias sensacionalistas gerando o caos para ganhar audiência.



Dra Thayana Albuquerque

Thayana Albuquerque Kirchhoff está sempre investindo em conhecimento e modernidade. Sua clínica possui exames e tratamentos inovadores para auxiliar a saúde e o emagrecimento de seus clientes.


Nutricionista com 10 anos de experiência, Mestre em Neurociências e Biologia Celular, Pós Graduada também em Geriatria e Gerontologia, Nutrição e Suplementação Esportiva.



Possui expertise no Tratamento da Obesidade e Emagrecimento, com curso de Extensão em Medicina da Obesidade pela Universidade de Harvard em Boston. Realizou treinamento profissional em Medicina Anti-Aging em Nova Iorque no Salerno Center Complementary Medicine, e em Análise de Perfil Nutrigenético na Nutrigenetic Research em Zurique.



Única nutricionista do Pará a receber o Selo de Referência Nacional, Troféu de Melhores do Ano 2016 e 2017 pela ANCEC (Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação), o Troféu Latin American Awards 2016 e o Global Quality Certification.





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