Independência ou Morte? A luta pela dignidade!


Em 07 de setembro de 1822 D. Pedro fez uma declaração oficial de independência, libertando o Brasil do controle português. Hoje, quase duzentos anos após a proclamação de independência e apenas um dia depois dos festejos e desfiles em comemoração a data, gostaria de propor uma reflexão.

Você acredita que nós brasileiros somos independentes? Começo falando da globalização, onde ficamos a mercê de políticas e práticas que não nos cabe negociar, só aceitar, principalmente aquelas que são muitas vezes impostas pelas grandes potências mundiais. Claro, se uma crise surge em uma grande potência, os reflexos rapidamente são percebidos na nossa economia, como aconteceu em 2008. E se quem negocia e luta pela bem da população são os políticos, ai sim podemos dizer que somos mais do que nunca dependentes. Não gosto de generalizar, por isso falo com base no que a mídia divulga, principalmente levando em consideração as investigações, apreensões e prisões da Lava Jato: dezenas de políticos do mais alto escalão envolvidos em um mega esquema de corrupção, que mata, oprime e esquece daqueles que precisam de educação, saneamento básico, moradia, alimentação e emprego. Sim! Se todo o dinheiro desviado chegasse até as casas dos brasileiros, não estaríamos vivendo no caos. A cada dia o desemprego aumenta, assim como a inflação e a carga tributária. Ou seja, nos brasileiros somos dependentes desses políticos que são eleitos para nos representar, mas que quando assumem seus cargos, na verdade só sabem olhar para si mesmos.

Agora vamos muito além, refletindo sobre a frase "independência ou morte!". Os mais informados acompanharam na última semana o triste fim da vida de um pequeno garotinho sírio, Aylan, que perdeu a vida no mar mediterrâneo tentando conquistar a sua independência em novas terras. O barco em que estava com a mãe e o irmão naufragou e a foto do seu corpinho sem vida, à beira mar, circulou o mundo.


Uma cena forte, chocante e que mostra o quanto nós todos falhamos como seres humanos. Não vamos entrar em discussão política dizendo se invadir outro país pela tão sonhada independência está certa ou errada. Vamos falar aqui de dignidade e respeito ao próximo.

Mulheres grávidas, bebês, crianças, pais de famílias, jovens. Todos buscam a tão sonhada independência de um pais que vive em guerra civil, nem que isso resulte em morte. Essa busca pela dignidade, de quem vive no medo, sem condições mínimas de moradia, saúde ou alimentação é o retrato mais forte e marcante do 7 de setembro em minha mente, pois demonstra todo o desespero de quem luta dando a própria vida por um futuro melhor.

Essa é a imagem do pais, destruído pela guerra e sem condições mínimas de manter a salubridade da vida humana.


Que a imagem do pobre menino, que nasceu sem conhecer a liberdade, sirva de reflexão aos povos e nações do mundo todo, incluindo seus governantes, para que algo muito maior possa ser feito. Afinal, honra e mérito aos que buscam a independência!

Deixo ainda algumas ilustrações de artistas, que encontraram em gravuras e artes uma forma de homenagear o pequeno Aylan.




Fotos: divulgação google


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