Quando é a hora de ir ao médico?


foto divulgação: google


Toda mãe de primeira viagem fica nervosa quando vê o seu bebê doentinho. Pode ser um estado febril, uma irritação, um choro mais agudo, um nariz entupido. Enfim, o que nós mãe queremos é sempre o melhor para os nossos filhos e, vê-los assim nos causa um grande agonia.

Lembro-me da primeira vez que levei a Lara no pronto atendimento. Ela estava febril  com os olhos lacrimejando. Como eu estava com gripe e com dor de garganta, suspeitei que ela também.  Durante a consulta o médico confirmou as minhas suspeitas e saimos de lá com a receita do seu primeiro antibiótico. Passadas duas semanas, um novo estado febril. Não hesitei e lá estávamos novamente. Nada foi constatado. Voltei pra casa e isso já era final de noite. Durante a madrugada a Lara acordou as berros e quando fui medir a temperatura dela, estava com 39º de febre. Meu Deus, o coração veio na boca. Como já eram quatro horas da manhã, eu a mediquei com paracetamol, conforme o médico me havia indicado, e dei um banho morno. Quando amanheceu eu liguei para a pediatra da Lara que me deu uma "dura". Ela disse que eu não posso sair correndo para o hospital toda vez que a minha bebê fica febril, que eu devo acompanhar e que se os sintomas persistirem depois de 24 horas, aí sim eu deveria ir. 

Por um lado eu entendo a preocupação dos médicos, pois quando você chega no pronto atendimento você vê crianças de todas as idades e com todos as doenças: catapora, virose, pneumonia, gripe. Aí, se o seu bebê não está imune ele corre o risco de ir bom e sair de lá pior. No entanto, como a febre da Lara só baixava com remédio e já persistia por mais de 24 horas, a pediatra disse que aí eu deveria sim voltar e fazer alguns exames. A pequena Lara, que não tinha nem seis meses, ficou a manhã toda no hospital aguardando seus exames de sangue e urina ficarem prontos. Quando os resultados vieram, três horas depois, não apresentaram nada. A médica me tranquilizou dizendo que não havia infecção, que a causa poderia aparecer ou a febre simplesmente desaparecer sem ser justificada.

Dois dias depois a Lara amanheceu com o corpo todo empipocado. Parecia uma alergia, só que aparentemente não coçava ou irritava. Não pensei duas vezes e voltamos ao pronto atendimento. Neste momento o diagnóstico da febre foi finalmente revelado: equizema viral, felizmente benigno.

Ontem no final da tarde notei que a pequena estava com o nariz trancado, que a impedia de respirar bem. Nem a chupeta ela queria. Medi a febre e nada, o que me deixou mais aliviada. Liguei à pediatra que me orientou a não levá-la ao hospital, e sim passar um remédio para melhorar a respiração da pequena. Eu deveria ter desobedecido essa ordem e ter ido, afinal é sempre bom pecar pelo excesso não é? Sim, porque examente a meia noite a Lara começou a chorar como nunca. Um choro realmente de dor. Demos o paracetamol e ela melhorou um pouco, mas ficou acordando de hora em hora e chorou sim muito. Eu fiquei agoniada, mas ainda assim segui a recomendação da médica. 

Quando o dia amanheceu ela até parecia estar melhor. Estava sim manhosa, e achei que fosse consequencia de uma gripe. Só que a febre voltou e o choro também, então não hesitei e novamente fui ao hospital. Quando cheguei lá fiquei horrorizada: muitas, muitas, muitas crianças para um atendimento horrível - nem parecia um hospital particular. Mas a Lara até que foi atendida logo. O dignóstico: infecção de ouvido aguda! O médico me explicou que isso resultava em uma dor horrível para o bebê e medicou a Lara ali mesmo, para aliviar os sintomas até que eu pudesse comprar os remédios que me receitou. Eu me senti culpada, porque se tivesse levado a pequena um dia antes poderia ter evitado que ela passasse por tanta dor. Mas, ser mãe de primeira viagem é assim: a gente aprende com os erros e com os acertos e amadurece para os próximos.

E vocês, como agem aos primeiros sintomas de um complicação com seus pequenos? Compartilhe experiências nesse cantinho!


Beijos!



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2 comentários:

  1. Nem me fala!!!
    Eu tenho o costume de nunca ir no hospital pra nada.. absolutamente para nada... Por mim, eu só fui para ganhar o Pedro hehehe [e fazer alguns exames da gravidez] E pretendo voltar somente quando for para ter o próximo bebe ^^
    Mas quando se trata de um bebê é difícil de saber o que é melhor!
    Levar no hospital de uma vez ou impedir que ele entre em contato com mais pessoas !?!?!
    Não importa a decisão que tomarmos, se eles não melhoram rápido a gente sempre vai se achar culpadas! Afinal.. somos mães!!! Se eles pegam uma gripezinha, a culpa é nossa!! Isso que eu percebi nesses 4 meses rsrs

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  2. Oi!tambem sou mae de primeira viagem,como perdi minha mae a tres anos fico muito perdida com minha bebe de 6 meses,mas como o pediatra me disse, que eu devia seguir meu instinto assim estou fazendo, procuro aguardar um pouco e observar antes de leva-la ao medico,peço a Deus que me de sabedoria pois e muito complexo essa nova fase onde ficamos com medo de tudo de perder o nosso presentinho tao amado!Bjim

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